O que se sabe sobre o projeto secreto de computação quântica da Alphabet

Empresa-mãe do Google está explorando o encontro da física quântica com a Inteligência Artificial em um projeto chamado Sandbox

A Alphabet, empresa-mãe do Google, tem uma equipe secreta trabalhando em um projeto cujo objetivo é transformar o futuro da tecnologia quântica com Inteligência Artificial (IA), chamado Sandbox ("caixa de areia", em português).

Há muito mistério e dúvidas por trás do que exatamente seria essa iniciativa, mas as respostas estão começando a surgir lentamente. Veja o que se sabe até agora:

A quem pertence?

O Sandbox é apenas um de muitos projetos da gigante de tecnologia que permanece longe do olhar do público. O X Lab, por exemplo, é uma divisão do Google com a finalidade de construir e lançar "tecnologias que visam melhorar a vida de milhões, até bilhões de pessoas" com seu grupo "diversificado de inventores e empreendedores", de acordo com seu site.

Fontes familiarizadas com o projeto afirmam que a equipe Sandbox trabalha no mesmo prédio do X Lab e muitos são ex-funcionários dele. Também se sabe que nenhum dos colaboradores do projeto fazem parte da "Quantum AI", equipe do Google da cidade de Santa Bárbara que, em 2019, afirmou ter alcançado a "supremacia quântica" após desenvolver um computador quântico que supostamente seria mais rápido do que um clássico, mas que posteriormente gerou debates entre especialistas da área e a IBM.

No início de 2020, o site de notícias norte-americano Wired publicou que havia uma segunda tentativa na área de tecnologia quântica dentro do X Lab, apesar de ser separado do laboratório, que estava em andamento há três anos. Com novas informações saindo um ano depois, tudo indica que a reportagem se referenciava ao Sandbox.

A equipe misteriosa do Sandbox

De acordo com informações do site Business Insider, vários funcionários atualizaram seu LinkedIn nas últimas semanas para revelar que estavam trabalhando no Sandbox. Enquanto alguns falam que começaram em 2021, outros indicam já ter sido parte de outras pesquisas quânticas dentro do X Lab.

Já se sabe que o projeto é liderado por Jack Hidary, empresário de tecnologia e autor do livro "Quantum Computing: An Applied Approach". Um porta-voz do X Lab revelou ao Insider que o Sandbox não faz parte do laboratório, mas trabalha em colaboração com equipes de lá.

"O Sandbox colabora e compartilha aprendizados técnicos com a Alphabet, incluindo as equipes quântica e de IA e nuvem do Google, e com várias outras apostas", disse um porta-voz da Alphabet ao Insider.

"Acho que a razão de mantê-lo assim é garantir que haja alguma maneira de o projeto prosperar sem estar muito preso ao Google ou ao X", disse um funcionário atual do X familiarizado com o acordo.

Detalhes do projeto Sandbox começam a surgir

Em fevereiro, o site de notícias de tecnologia VentureBeat acompanhou uma transmissão ao vivo da equipe Sandbox. Nela, eles revelaram estar construindo ferramentas para ajudar desenvolvedores a usar o Tensor Processing Unit (TPUs), chips do Google desenvolvidos para aprendizado de máquina, e simular "cargas de trabalho" de computação quântica.

Outras empresas como a Amazon e a Microsoft já têm seus projetos de simuladores quânticos, mas a Sandbox acredita que suas TPUs têm uma vantagem em termos de eficiência.

"Eu acho que a esperança é que, usando esses TPUs, eles possam expandir o número de bits quânticos úteis, o que significa que você pode fazer cálculos mais poderosos", disse Brian Hopkins, analista quântico, ao Insider.

Um bit quântico, ou qubits, seria uma unidade de informação básica na tecnologia quântica. Enquanto os computadores tradicionais codificam as informações com os números 0 e 1, os qubits podem estar em dois estados ao mesmo tempo.

Por enquanto, isso é tudo que se sabe sobre os planos da Sandbox, que, de acordo com uma fonte dentro da equipe, está contratando e com planos ambiciosos de crescimento. Novos projetos, como usar cálculos quânticos para ler sinais do corpo ao invés de usar métodos tradicionais como eletrocardiogramas, estão sendo explorados. Resta aguardar as próximas novidades que prometem revolucionar a computação quântica.

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