Número de usuários do Facebook dispara no Egito

Perfis atingem número recorde com restabelecimento do acesso à internet nesta quarta

Cairo - O Facebook registrou seu maior número de usuários no Egito desde que as autoridades do país árabe, imerso em uma onda de protestos, restabeleceram nesta quarta-feira o acesso à internet, informou a empresa.

Sob pressões políticas da comunidade internacional, as autoridades egípcias restabeleceram nesta quarta-feira o acesso à internet, que tinha sido bloqueado em 28 de janeiro após os protestos contra o regime de Hosni Mubarak, no poder há 30 anos.

A liberação do acesso à internet no Egito se refletiu principalmente no aumento do número de usuários do Facebook.

"Desde que se restabeleceu o acesso (à internet), temos mais usuários do que nunca" no Egito, disse o porta-voz do Facebook, Andrew Noyes, em declarações ao jornal "The Huffington Post".

Segundo a empresa, há cerca de cinco milhões de usuários no Egito, e um quinto deles tem acesso ao Facebook através do celular.

Noyes afirmou que houve um "aumento drástico" no número de grupos e comunidades criados no Egito nas últimas duas semanas. No total, foram criados 32 mil grupos e 14 mil comunidades.

A comunidade mais popular entre os usuários egípcios pertence a Amr Khaled, um religioso que conta com o apoio de mais de dois milhões de usuários, e em segundo lugar fica a do apresentador de rádio, Amr Diab.

A empresa Renesys, que se especializa no estudo de internet, disse que vários sites no Egito retornaram à normalidade, incluindo os da embaixada dos EUA e da Bolsa de Valores.

Segundo a Renesys, o Twitter também já está disponível.

De acordo com os próprios usuários da rede social, o acesso à internet retornou em cidades como Cairo e Alexandria, cinco dias depois da interrupção do serviço.

O bloqueio ao acesso à internet, pensada para impedir as comunicações entre os que exigem a saída de Mubarak, gerou críticas dos Estados Unidos e de outros países.

Antes das restrições impostas à web, os egípcios tinham utilizado o Facebook e outros sites para organizar protestos, segundo o "The Huffington Post". 

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