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Entre as metas para 2023 de Mark Zuckerberg, uma das promessas é gastar mais com metaverso

A divisão da Meta que pesquisa tecnologias de realidade virtual terá uma fatia de 20% dos gastos da empresa

Mark Zuckerberg, CEO da Meta: o sonho de um mundo virtual já custou quase US$ 10 bilhões (Paul Morris/Getty Images)

Mark Zuckerberg, CEO da Meta: o sonho de um mundo virtual já custou quase US$ 10 bilhões (Paul Morris/Getty Images)

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André Lopes

19 de dezembro de 2022, 22h26

O sonho de Mark Zuckerberg é um dia ter mais de 1 bilhão de pessoas conectadas ao metaverso de sua empresa.

Para ver seu plano se concretizar, a divisão da Meta que pesquisa tecnologias de realidade virtual terá em 2023 cerca de 20% dos gastos da empresa reservados para custear despesas de desenvolvimento, ainda que alguns investidores da companhia sejam reticentes a decisão.

A estimativa de aumento de gastos foi divulgada pelo CTO Andrew Bosworth em um post no blog da Meta nesta segunda-feira, 19, e apresenta uma ligeira mudança em relação aos 18% dos gastos da Meta destinados ao metaverso em 2022.

Apps seguem como carro-chefe

Com a reserva do metaverso garantida, a maior parcela dos investimentos da companhia de Zuckerberg seguem nos aplicativos e redes sociais Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger.

Nesse caso, a competição acirrada com o TikTok, que desbancou até o Google entre os domínios mais acessados de 2022, segundo o CloudFlare, deve segurar a empresa nos investimento que já deram certo.

Para se ter uma ideia, a família de aplicativos rendeu nos três primeiros trimestres do ano US$ 32 bilhões em lucro, ante perdas de US$ 9,4 bilhões do metaverso no mesmo período.

Uma realidade dura para o mundo dos sonhos de Zuckerberg, mas que ele terá que encarar acordado por mais tempo.

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