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Na "guerra" contra o TikTok, 14 estados americanos já baniram o app da administração pública

Projeto que visa barrar aplicativos de todos os dispositivos usados pelo governo federal deve ser votado nesta semana no Congresso

 (Drew Angerer/Getty Images)

(Drew Angerer/Getty Images)

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Agência O Globo

21 de dezembro de 2022, 12h50

Pelo menos 14 estados americanos já proibiram o TikTok em aparelhos usados na administração pública. No Congresso, deve ser votado nesta semana um projeto de lei que inclui a proibição do aplicativo em todos os dispositivos do governo federal.

As proibições fazem parte das crescentes tensões entre os Estados Unidos e a China sobre tecnologia global e liderança econômica.

Os EUA argumentam que o TikTok, de propriedade da chinesa ByteDance e com cerca de 100 milhões de usuários nos Estados Unidos, pode monitorar e compartilhar dados confidenciais sobre a localização, hábitos pessoais e interesses dos americanos com o governo chinês.

As autoridades federais americanas também expressam medo de como a China pode usar o aplicativo para influenciar os americanos por meio do conteúdo fornecido pelo algoritmo do TikTok, que envia vídeos personalizados aos usuários com base em seus perfis e interesses. O TikTok sempre negou que compartilhe dados com funcionários do governo chinês.

A preocupação tange republicamos e democratas nos EUA. Além da votação prevista para os próximos dias, na semana anterior foi apresentado ao Congresso um outro projeto de lei, bipartidário, pedindo a proibição do aplicativo para todos os Estados Unidos.

O procurador-geral de Indiana também processou o TikTok, acusando a empresa de ser enganosa sobre os riscos de segurança e privacidade que o aplicativo representa.

E o diretor do FBI, Christopher Wray, alertou no mês passado que o governo chinês poderia usar o TikTok para "operações de influência" ou tentar usar o aplicativo para se infiltrar e comprometer dispositivos.

“Esta é uma preocupação generalizada neste momento — não é apenas os republicanos, não apenas os democratas”, disse o deputado Raja Krishnamoorthi.