(UK Government hosts AI Summit at Bletchley Park/Wikimedia Commons)
Repórter
Publicado em 28 de julho de 2026 às 20h48.
A plataforma X, de Elon Musk, lançou um serviço financeiro próprio que permite a transferência de dinheiro entre usuários da rede social.
Batizada de X Money, a novidade não funciona como um banco tradicional. Segundo a Associated Press, a operação utiliza a infraestrutura tecnológica e os serviços bancários da Cross River Bank, enquanto a marca X é apresentada ao público como interface do produto. O modelo é comum entre empresas de tecnologia financeira, já que a criação de um banco próprio exige processos regulatórios mais demorados e custosos.
Neste primeiro momento, o X Money está disponível apenas por convite. Os usuários selecionados recebem um cartão de débito Visa com a marca X, que pode ser utilizado em caixas eletrônicos. A plataforma também permite transferências instantâneas de recursos entre usuários da rede social. Por enquanto, os convites estão restritos aos assinantes dos planos pagos da plataforma.
Para atrair clientes, o serviço oferece rendimento de 6% sobre os depósitos e cashback de 3% em compras elegíveis, de acordo com a AP.
Para ter acesso ao rendimento de 6%, o usuário precisa manter pelo menos US$ 1 mil depositados na conta. Além disso, é necessário ser assinante do serviço premium da plataforma, cuja mensalidade parte de US$ 8. Considerando esse custo, o valor mínimo para compensar a assinatura seria de aproximadamente US$ 1,6 mil depositados.
A entrada da empresa no setor financeiro faz parte de um plano antigo de Elon Musk para transformar o X em um “superaplicativo”, concentrando diferentes serviços em uma mesma plataforma.
O empresário tem histórico nesse mercado: no fim da década de 1990, criou uma das primeiras instituições financeiras online sob a marca X.com. A operação acabou sendo incorporada à empresa que mais tarde se tornaria o PayPal.
Apesar da aposta de Musk, o X Money chega a um mercado bem competitivo. O segmento de transferências entre pessoas é atualmente liderado por soluções consolidadas, como Venmo, do PayPal, além de plataformas como Zelle e Cash App, que já possuem ampla base de usuários e forte presença nos Estados Unidos.