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Meta irá remover conteúdos de apoio ou exaltação às ações que ocorreram no domingo

A empresa decidiu pelo bloqueio das postagens sobre ataque após ter indicação de que o ato bolsonarista foi planejado com antecedência nas redes sociais

 (Dado Ruvic/Illustration/Reuters)

(Dado Ruvic/Illustration/Reuters)

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André Lopes

9 de janeiro de 2023, 15h04

Diante do fato que os bolsonaristas invasores da sede dos Três Poderes usaram as redes sociais para organizar o ato, a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, disse nesta segunda-feira, 9, que está removendo de suas plataformas conteúdo de apoio ou exaltação ao ataque.

“Antes da eleição, designamos o Brasil como um local temporário de alto risco e removemos conteúdo que defendia que as pessoas pegassem em armas ou invadissem o Congresso, o palácio presidencial e outros prédios federais”, disse um porta-voz da Meta, controladora do Facebook e do Instagram.

“Também estamos designando isso como um evento de violação, o que significa que removeremos o conteúdo que apoia ou exalta essas ações”, disse o porta-voz. “Estamos acompanhando a situação ativamente e vamos continuar removendo conteúdo que viole nossas políticas.”

Alexandre de Moraes pede bloqueio de usuários

Já o ministro do STF Alexandre de Moraes ordenou que as redes sociais bloqueiem os usuários que divulgam conteúdo golpista.

A invasão das sedes dos Três Poderes no domingo foi planejada há pelo menos duas semanas por apoiadores de Bolsonaro através de grupos em plataformas e utilizou-se de códigos como ‘’festa da selma’’ para organizar o ato, apurou o site Publica.

Mensagens vistas pela Reuters ao longo da semana mostraram integrantes desses grupos organizando pontos de encontro em diversas cidades do país, de onde sairiam ônibus fretados para Brasília, com a intenção de atacar prédios públicos.