Mesmo pressionado, Facebook vê receita crescer mais de 20% no 3º trimestre

Com trimestre agitado, a companhia de Mark Zuckerberg apresentou bons resultados em balanço divulgado nesta quinta-feira

O Facebook divulgou na tarde desta quinta-feira, 29, os resultados financeiros do terceiro trimestre desde ano. A companhia de Mark Zuckerberg reportou alta no faturamento e no lucro por ação. A companhia de Menlo Park terminou o trimestre com receita de 21,4 bilhões de dólares e lucro por ação de 2,71 dólares por papel.

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O crescimento da receita do Facebook ficou em 22% ante o mesmo trimestre do ano passado, quando a empresa faturou 17,6 bilhões de dólares. O resultado líquido ficou em 7,8 bilhões de dólares, uma diferença de 29% em relação aos quase 6,1 bilhões de dólares de um ano atrás.

Para os acionistas, a notícia é boa. Com o lucro por ação do Facebook em 2,71 dólares, houve uma alta de 28% em relação à cifra obtida no ano passado. O mercado estava otimista com os resultados. Durante o pregão desta quinta-feira, as ações chegaram a subir mais de 5% e terminaram o dia em alta de 4,9%, fazendo com que a empresa voltasse a atingir valor de mercado superior a 800 bilhões de dólares.

Em outros números, o Facebook reportou um aumento de 12% na média de usuários diários da plataforma. Agora são 1,82 bilhão de pessoas que se conectam à rede social pelo menos uma vez por dia. Nos usuários mensais, houve alta também de 12% durante setembro, para uma média de 2,74 bilhões de usuários. Estes números são apenas da rede social Facebook e não contabilizam serviços como Instagram e WhatsApp, por exemplo.

Esta variação no número de usuários ativos vem em um momento em que a empresa enfrenta dificuldades para crescer como antes. A companhia obteve um resultado péssimo em um ranking que avaliou a confiança dos usuários na plataforma.

Este foi um trimestre movimentado. Assim como outros gigantes da tecnologia, o Facebook foi alvo de uma investigação de órgãos antitruste dos Estados Unidos por práticas que minam a concorrência. Nos últimos anos, o Facebook adquiriu empresas como Instagram e WhatsApp, além de ter tentado comprar o controle o Snapchat, com o objetivo de fortalecer seu império de redes sociais. O relatório, é bom lembrar, só foi divulgado em outubro.

Outro golpe duro veio por um documentário da Netflix. Buscas por “excluir Facebook” cresceram mais de 250% após a produção O Dilema das Redes estrear no catálogo do serviço de streaming. O documentário aborda o impacto negativo das redes sociais na vida das pessoas e como as empresas usam os dados coletados dos usuários. A companhia rebateu as críticas.

O Facebook também enfrenta problemas internos e vive um dilema entre agradar seus funcionários ou seus usuários. Empregados da empresa se mostraram insatisfeitos com a maneira como a direção lidou com casos de publicações do presidente Donald Trump em relação à morte do americano George Floyd, asfixiado durante uma ação policial nos Estados Unidos.

Entre novidades, a empresa lançou um novo aplicativo dedicado a universitários, expandiu sua plataforma de notícias, e passou a testar novidades para combater o crescimento do TikTok. No fim de setembro, a companhia anunciou também a esperada integração do chat de mensagens entre Instagram e Messenger.

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