Tecnologia

Mark Zuckerberg anuncia iniciativa Meta Compute para ter infraestrutura própria de IA

O CEO fala em “dezenas de gigawatts” em data centers ainda nesta década e coloca nova unidade sob seu comando

Mark Zuckerberg, CEO da Meta: o líder da empresa tem um novo plano para inteligência artificial (BRENDAN SMIALOWSKI / Colaborador/Getty Images)

Mark Zuckerberg, CEO da Meta: o líder da empresa tem um novo plano para inteligência artificial (BRENDAN SMIALOWSKI / Colaborador/Getty Images)

André Lopes
André Lopes

Repórter

Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 16h36.

Última atualização em 12 de janeiro de 2026 às 16h51.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou nesta segunda-feira, 12, a criação de uma nova iniciativa chamada Meta Compute, voltada à construção de infraestrutura própria de inteligência artificial. Segundo o executivo, a empresa planeja erguer “dezenas de gigawatts” de capacidade de computação ainda nesta década, com possibilidade de expansão para centenas de gigawatts no longo prazo.

O anúncio surge após uma sequência de acontecimentos importante na empresa. Primeiro, surgiram boatos no mercado de que a Meta deixaria de lado a aposta em IAs de código-aberto. E depois, trouxe a ex-conselheira de Trump Dina Powell McCormick como presidente e vice-chair do conselho, movimento que sinaliza uma reconfiguração estratégica da companhia.

A combinação entre nova liderança executiva e investimentos massivos em infraestrutura sugere que Zuckerberg vê a capacidade de construir data centers de IA como uma vantagem competitiva estrutural frente a outras big techs.

Em comunicado publicado em sua conta no Facebook, Zuckerberg afirmou que a forma como a empresa planeja, investe e estabelece parcerias para viabilizar essa infraestrutura “se tornará uma vantagem estratégica”. A Meta não detalhou valores imediatos, mas indicou que a iniciativa consolida esforços já anunciados anteriormente.

Nos bastidores, a Meta Compute será liderada por dois executivos com forte histórico técnico. Um deles é Santosh Janardhan, ex-Google, que atualmente ocupa os cargos de chefe de infraestrutura global e co-líder de engenharia da Meta. O outro é Daniel Gross, que entrou na empresa no ano passado após deixar a Safe Superintelligence, startup de IA da qual era CEO e cofundador.

Ambos responderão diretamente a Zuckerberg e atuarão em coordenação com Powell McCormick, que ficará responsável por articular parcerias com governos e entidades soberanas para “construir, implantar, investir e financiar” a infraestrutura da empresa.

Infraestrutura, política e escrutínio público

A Meta já havia informado que pretende investir até US$ 600 bilhões em infraestrutura e geração de empregos nos Estados Unidos até 2028, incluindo data centers de IA. No entanto, até agora, a empresa havia dado poucos detalhes sobre como esses aportes se conectariam a uma visão estratégica de longo prazo.

A criação de uma unidade dedicada exclusivamente à infraestrutura de IA, com executivos de alto escalão e supervisão direta do CEO, indica uma abordagem mais centralizada e pragmática. Ao mesmo tempo, a formalização do projeto pode ajudar a empresa a lidar com o crescente escrutínio político e econômico em torno da construção de data centers.

Essas instalações têm se tornado cada vez mais controversas, especialmente em cidades e comunidades que questionam se os benefícios econômicos e a geração de empregos compensam o impacto sobre o consumo de água, energia elétrica e a infraestrutura local. Nesse contexto, a presença de Powell McCormick, com trânsito no setor público e financeiro, tende a ser um elemento-chave na estratégia da Meta.

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