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Lendico, startup de empréstimos pessoais, busca expansão depois de incertezas de 2020

Startup que acumula 60 mil clientes lançou produto para parcelamento de boletos e busca crescer base de usuários em 2021

Para quem vive de analisar riscos, 2020 foi um ano sui generis. Não bastasse os contornos de retomada econômica que já rondavam o país no início do ano, a chegada da pandemia adicionou mais um risco sistêmico a todas as startups.

Para a Lendico, fintech especializada em fornecer empréstimos pessoais e que atua no setor desde 2015, o período, com todas as incertezas que trouxe consigo, foi de análise cuidadosa para entender a operação diante de um novo cenário.

De acordo Marcelo Ramalho, que assumiu a presidência da empresa no final de 2019, o ano passado foi de "colocar o pé no freio", apesar do crescimento e expansão que vinha sendo a realidade até então. 

"Restringimos mais as políticas, isso é normal. Houve aumento de risco, que todo mundo tentou entender e quantificar. No empréstimo pessoal sem garantia, que é o negocio da Lendico hoje, houve uma redução de demanda, e é difícil elucubrar as razões: pessoas em casa, gastando menos, cenário de incerteza tanto sobre renda, quanto sobre futuro", disse Ramalho, em conversa com a EXAME.

Apesar disso, entendido o cenário em meados do ano, a fintech voltou ao crescimento, desenvolvendo novos produtos.

Parte dos esforços foram para ampliar o trabalho no produto de empréstimo pessoal, que acontece de maneira totalmente digital — desde a entrega de documentação até a análise de crédito. De acordo com Ramalho, o ticket médio dos empréstimos fica em torno dos 10.000 reais, a uma taxa de juros de cerca de 5%, a depender da análise.

A outra parte ficou no desenvolvimento de um serviço de boleto parcelado, para ampliar acesso a consumo ao financiamento de produtos online. “As pessoas migraram para o consumo online, mas isso exige que você tenha alguns meios de pagamento”, disse Ramalho.

Ele se refere meios de pagamento já tradicionais no e-commerce, principalmente de parcelamento em compras online. A necessidade de cartão de crédito para parcelar compras é um impeditivo para muitos consumidores, que ficam divididos entre a dificuldade de acessar o cartão ou a obrigatoriedade de pagar à vista, via boleto bancário.

“É um produto que tem uma função de dar acesso ao consumo online. Para nós, é natural, mas não é uma realidade para um bom percentual da população, que está acostumada a ir na loja, falar com vendedor, negociar crediário. Eles ficaram restritos agora, com menor acesso”, explica Ramalho, sobre o boleto parcelado.

No ano passado, o boleto parcelado foi lançado à época de conseguir ser usado por empresas parceiras a tempo da Black Friday. Até a segunda-feira seguinte após a data, 300.000 solicitações foram feitas. Se aprovadas, elas somariam 25,7 milhões de reais.

A Lendico conta com 60 mil clientes atendidos em cinco anos de operação. Para Ramalho, o objetivo este ano é fazer crescer esse número e continuar analisando os riscos, para conseguir garantir mais empréstimos.

“Já entendemos o risco associado à pandemia e há uma perspectiva de vacina. Vamos tentar entender o impacto na economia uma vez que forem chegando ao fim as medidas que o governo tomou como concessão de benefícios, isenções e estímulo ao emprego. Queremos expansão e temos uma abordagem otimista para 2021”, afirma.

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