Tecnologia

Lançamento do iPhone dobrável pode ser adiado por dificuldades no desenvolvimento

Apple lida com obstáculos de engenharia no desenvolvimento do iPhone dobrável, produto de suposta linha premium planejada para estrear com o nome Ultra já em 2026

Apple: empresa enfrenta barreiras em engenharia de iPhone dobrável (NurPhoto / Colaborador/Getty Images)

Apple: empresa enfrenta barreiras em engenharia de iPhone dobrável (NurPhoto / Colaborador/Getty Images)

Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury

Colaboradora

Publicado em 7 de abril de 2026 às 09h37.

A Apple enfrenta dificuldades na fase de testes do primeiro iPhone dobrável, produto que pode se chamar iPhone Ultra. Uma reportagem do Nikkei Asia apontou que a empresa lida com desafios técnicos mais complexos do que era inicialmente esperado. Assim, o lançamento supostamente planejado para setembro de 2026 entra em dúvida, mas fontes disseram que a empresa ainda mantém a estratégia de uma estreia tardia em 2026.

Conforme o texto, o início das remessas do aparelho poderia ser atrasado em alguns meses e fornecedores selecionados já teriam sido alertados sobre a possível alteração do calendário de fabricação e lançamento. "É verdade que surgiram mais problemas do que o esperado durante a fase inicial de testes de produção, e será necessário mais tempo para resolvê-los e fazer os ajustes necessários. A situação atual pode colocar em risco o cronograma de produção em massa", disse uma das fontes, que optou por anonimato, à reportagem.

Outra fonte informou que as supostas travas na etapa de teste atual não estão relacionadas à escassez de componentes ou materiais, problema que afeta a indústria de tecnologia de forma mais ampla, mas sim a dificuldades específicas no processo de desenvolvimento. O período entre abril e maio é considerado "crítico" para a companhia decidir os próximos passos do iPhone que passou a ser prioridade interna.

Linha Ultra é apontada como estratégia premium da Apple

Após lançar produtos de entrada como o colorido MacBook Neo, a empresa estuda reformular sua série de dispositivos mais caros a partir do nome Ultra. Um dos produtos que iniciaria tal onda é o iPhone dobrável, informou o analista da Bloomberg Mark Gurman. Gurman estimou que o preço seria em torno de US$ 2 mil, sendo o mais caro en tre os dispositivos móveis da marca.

Pensado para chegar com uma nova linha de produtos também categorizados como Ultra, o celular representa menos de 10% do volume de produção total — entre 7 e 8 milhões de unidades — planejado para a série em questão. Entretanto, a fabricante está esperançosa que o fator novidade e os recursos exclusivos do modelo o deixarão atrativo para consumidores, sendo um chamariz da linha premium.

Embora o setor de celulares dobráveis já tenha produtos de destaque de marcas como Samsung e Huawei, analistas da consultoria International Data Corporation (IDC) acreditam que a chegada da Apple, se bem-sucedida, pode mudar o mercado que deve ter um crescimento de 30% ao longo deste ano. Em tempo, a Motorola, que domina 50% do setor nos Estados Unidos e 55% na América Latina,  se prepara para a estreia do Razr Fold, também da categoria premium e potencial rival do futuro iPhone.

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