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Jogadores de Pokémon Go protestam e Niantic coloca caso “na geladeira”

A comunidade reclama do fim do bônus dado desde o ano passado por causa da pandemia de covid-19

Pokémon Go: app perdeu ampliação do bônus dado durante a pandemia e usuários protestaram on-line (Niantic/Youtube/Divulgação)

Pokémon Go: app perdeu ampliação do bônus dado durante a pandemia e usuários protestaram on-line (Niantic/Youtube/Divulgação)

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Lucas Agrela

6 de agosto de 2021, 13h36

Um movimento global da comunidade de jogadores de Pokémon Go pedia a volta da medida de ampliação do alcance para poke paradas, lugares específicos do mundo real que dão acesso a itens do jogo. A Niantic, empresa responsável pelo game, reverteu em alguns países, como Estados Unidos e Nova Zelândia, o aumento do alcance de 80 metros de distância, voltando aos 40 metros originais. A comunidade argumenta nas redes sociais que a pandemia de covid-19 ainda não terminou e que o fim da ampliação do alcance para interação com as poke paradas estimularia os jogadores a saírem de casa, quando ainda não seria a melhor hora para isso. A Niantic se pronunciou prometendo analisar o caso, mas apenas a partir de setembro, ou seja, quase um mês depois do início dos protestos.

A maior parte das reclamações se concentrou na hashtag #hearusniantic (“Ouça-nos, Niantic”, em tradução livre).

“Estamos montando uma equipe multifuncional interna para desenvolver propostas destinadas a preservar nossa missão de inspirar as pessoas a explorar o mundo juntos, ao mesmo tempo em que aborda questões específicas que foram levantadas em relação à distância de interação. Compartilharemos as descobertas dessa força-tarefa na próxima mudança na temporada de jogos (1º de setembro). Como parte desse processo, também estaremos acionando os líderes comunitários nos próximos dias para se juntarem a nós neste diálogo”, diz a Niantic, em nota oficial.

Pokémon Go sempre foi um jogo feito para ser jogado fora de casa, uma vez que se conecta, por meio de mapas, ao mundo real. O jogo é um dos poucos a integrar de tal forma o ambiente virtual a parques e estabelecimentos comerciais, que são pontos importantes para lutas ou coleta de itens.

Em cinco anos de existência, o jogo já faturou mais de 5 bilhões de dólares com itens que são pagos, como os passes de reide à distância, que permitem participar de lutas em grupo via internet junto a outros jogadores.