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Irrelevante e problemático, Google+ chega ao fim

Rede social surgiu como rival do Facebook e espinha dorsal dos serviços do Google, mas chegou ao fim com poucos usuários e falhas de segurança

São Paulo – Após brechas de segurança que colocaram em risco dados de mais de 50 milhões de usuários, o Google decidiu acabar com a rede social Google+. A partir de 2 de abril, ela não está mais acessível.

Criada em 2011, a mídia social ficou no ar por sete anos, em uma empreitada do Google para concorrer com o Facebook, que crescia em ritmo acelerado à época.

A criação de contas já estava desativada desde fevereiro deste ano, mas agora ela está literalmente inacessível por marcas e pessoas físicas.

O Google+ não poderá, portanto, funcionar como ferramenta de autenticação em outros sites, como acontece com o Facebook. Em vez disso, novos logins serão criados a partir da sua conta Google – na prática, quase nada muda.

Apesar de sair de cena, o Google+ deixa alguns "filhotes", como o bate-papo Hangouts (aquele integrado ao Gmail) e o Google Fotos, que teve uma versão embrionária na rede social.

Apesar de a consultoria americana eMarketer projetar crescimento no número de usuários de redes sociais de 2,62 bilhões para 3,02 bilhões em 2021, o Google+ tinha 345 milhões de usuários ativos mensalmente, segundo dados da própria empresa, divulgados em 2017. No total, mais de 2 bilhões de pessoas tinham contas na rede social, que era vinculada aos serviços da empresa, como o Gmail. Porém, 90% das visitas duravam menos de 90 minutos – em contraste, o tempo médio gasto no Facebook é de 40 minutos, entre usuários adultos nos Estados Unidos em 2018.

A eMarketer prevê que o Facebook terá 1,85 bilhão de usuários ativos mensalmente em 2020. No ano passado, a rede social teve 1,64 bilhão de usuários e deve crescer para 1,75 bi neste ano. A relação de receita por usuário, em dinheiro ganho com publicidade, continuará a crescer. Cada pessoa valia para a empresa 27,84 dólares por ano em 2018. Em 2020, o valor passará para 32,96 dólares. O Google+, por outro lado, nunca representou uma parcela significativa do faturamento do Google, que ainda tira grande parte da sua receita da sua plataforma de anúncios online.

O sucesso da empresa no campo de redes sociais é com o YouTube, que, pouco a pouco, ganha mais recursos para tornar a plataforma de vídeos mais interativa. Ela já tem funções para criadores de conteúdo publicarem textos, vídeos curtos como os do Instagram Stories e até mesmo uma aba dedicada a encontrar novos amigos no seu aplicativo para smartphones.

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