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Google quer criar seu próprio processador para smartphones e notebooks

A empresa começou a testar os primeiros modelos de um novo processador que poderá ser usado nos smarphones Pixel e nos Chromebooks

Smartphone Pixel: futuros modelos do celular do Google deverão ter um novo processor feito pela empresa (Drew Angerer/Getty Images)

Smartphone Pixel: futuros modelos do celular do Google deverão ter um novo processor feito pela empresa (Drew Angerer/Getty Images)

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Filipe Serrano

Publicado em 14 de abril de 2020, 12h19.

A investida do Google no mercado de produtos eletrônicos pode entrar em uma nova fase. A empresa está considerando usar microprocessadores projetados e desenvolvidos pela sua própria equipe de engenharia em futuros modelos do smartphone Pixel e dos notebooks Chromebooks.

Segundo o site de notícias americano Axios, o Google começou os testes com as primeiras versões do seu novo chip nas últimas semanas. A expectativa é que eles estejam prontos no ano que vem e poderiam ser usados em novos aparelhos da linha Pixel, que são os smartphones próprios do Google.

A expectativa é que, ao usar um processador projetado dentro de casa, o Google poderia ter uma capacidade maior de competir com a Apple. A fabricante americana utiliza seu próprio chip nos iPhones e, por isso, consegue ter mais controle sobre o desenvolvimento de novos recursos e ferramentas para os seus smartphones.

O novo processador do Google tem o codinome de Whitechapel e está sendo desenvolvido em conjunto com a Samsung, a mesma fabricante que fornece os microprocessadores do iPhone, da Apple.

Desde o lançamento dos primeiros modelos do Pixel, em 2016, o Google tem optado por utilizar um microprocessador projetado pela americana Qualcomm.

De acordo com o Axios, o novo chip será otimizado para rodar os sistemas de inteligência artificial do Google e também terá um processamento dedicado para o Google Assistant.

Se o projeto tiver sucesso, a expectativa é que o novo chip também seja usado nos Chromebooks, os notebooks produzidos pelo Google.