Tecnologia
Acompanhe:

Google Glass volta a ser vendido para consumidores dos EUA

Google já havia colocado estas lentes à venda para o público, mas só por um dia, em 15 de abril


	Homem de capacete com Google Glass:  lentes são comercializadas no site www.google.com/glass por 1.500 dólares, com uma armação (normal ou solar) de brinde
 (Divulgação/Google)

Homem de capacete com Google Glass:  lentes são comercializadas no site www.google.com/glass por 1.500 dólares, com uma armação (normal ou solar) de brinde (Divulgação/Google)

D
Da Redação

14 de maio de 2014, 18h29

O gigante da internet Google abriu novamente ao público dos Estados Unidos a venda de seu controverso protótipo de lentes interativas (Glass), desta vez sem limitações de tempo.

"A partir de hoje, qualquer pessoa nos Estados Unidos pode comprar a versão Explorador do Glass, até esgotarem os estoques", afirmou o grupo em mensagem publicada na noite de terça-feira na sua rede social Google+.

O Google já havia colocado estas lentes à venda para o público, mas só por um dia, em 15 de abril.

O protótipo foi reservado a uma quantidade limitada de usuários "exploradores" que desejam testar os possíveis usos do aparelho ou desenvolver aplicativos específicos.

O Google ressalta que o aparelho continua sendo um protótipo que busca melhorar, mas afirma querer ampliar seu programa de exploradores.

As lentes são comercializadas no site www.google.com/glass por 1.500 dólares, com uma armação (normal ou solar) de brinde.

A empresa não comunicou até agora a quantidade de lentes já vendidas. Mas há tempo fala em submetê-las a uma venda em larga escala neste ano e esforçou-se para torná-las mais atraentes.

Também anunciou em março uma aliança com o grupo italiano Luxottica, dono das marcas Ray-Ban e Oakley, para melhorar o desenho das lentes, com o primeiro par anunciado para 2015.

O Google Glass é polêmico, entre outros motivos, pela câmera fotográfica que pode ser ativada discretamente, às vezes com uma simples piscada, o que desperta temores sobre a proteção à privacidade. Por causa disso, alguns de seus usuários já foram expulsos de restaurantes e cafés.

Estes produtos são, contudo, um dos mais desejados da nova moda eletrônica para vestir, sendo incorporados a lentes, relógios e roupas, por exemplo.

Os especialistas projetam um bom futuro para este setor, que poderá ser o próximo motor de crescimento da eletrônica para o público em geral, depois dos smartphones e dos tablets.