Golpes envolvendo venda de veículos já movimentaram R$ 906 milhões em 2022

Levantamento feito pela iCarros, OLX e Só Carrão mostram que no Brasil ocorreram cerca de 5 mil golpes por mês envolvendo anúncios de carros
Venda perigosa: apesar de um número menor de golpes no comparativo com o ano passado, as negociações ainda são muito visadas por criminosos (Diana Vyshniakova / EyeEm/Getty Images)
Venda perigosa: apesar de um número menor de golpes no comparativo com o ano passado, as negociações ainda são muito visadas por criminosos (Diana Vyshniakova / EyeEm/Getty Images)
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André Lopes

Publicado em 10/11/2022 às 16:32.

Última atualização em 10/11/2022 às 16:38.

Os interessados em comprar carros por meio de anúncios que viram online devem ficar atentos com as ofertas. Somente nos nove primeiros meses deste ano, foram registrados 44 mil golpes em transações nessa modalidade, algo como 5 mil golpes por mês, segundo pesquisa do iCarros, OLX e SóCarrão.

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Embora represente queda de 7% em relação a igual período de 2021, o volume gerou prejuízo estimado em R$ 906 milhões.

Roubo de dados é o golpe mais comum

O caso mais comum foi o de roubo de dados, com 65% dos registros. As informações costumam ser usadas para cometer novas fraudes em nome das vítimas. Também integram a lista de golpes os anúncios falsos inseridos nas plataformas virtuais.

Os modelos de carros mais utilizados para a aplicação de golpes online são Gol, Corolla e Celta. São Paulo é o Estado com a maior fatia dos registros (44%), seguido por Minas Gerais (11%), Rio de Janeiro e Paraná (7%).

A maioria dos brasileiros que caíram em fraudes são homens (86%), contra 14% de mulheres. 55% das vítimas têm até 31 anos e 45% entre 32 e 45 anos.

Beatriz Soares, diretora de Produto da OLX, afirma que o Brasil é o segundo país com mais crimes digitais, atrás apenas do México, e as fraudes são um problema comum do mercado eletrônico brasileiro. Mesmo com os investimentos realizados pelas plataformas para um ambiente mais seguro, a educação digital é um pilar importante nessa equação.

“Aliado aos investimentos em tecnologia, a educação digital é um pilar importante para evitar que os fraudadores utilizem de engenharia social para enganar as pessoas e aplicar golpes. É fundamental que os usuários entendam como funciona o processo de compra e venda, para que identifiquem atitudes suspeitas”, destaca Beatriz.