Fraudes em compras online caíram em 2020, apesar de crescimento do e-commerce

Golpes mudaram de característica e pela primeira vez passaram a acontecer majoritariamente por dispositivos móveis.

As fraudes em compras no comércio eletrônico registraram queda em 2020, se comparadas a 2019, apesar do crescimento de transações durante o ano.

Os dados são do Raio-X da Fraude, elaborado pela Konduto, empresa especializada em monitoramento de fraudes online e que processou 35 bilhões de reais em operações no ano passado, em torno de 20% a 25% do total de transações no país. As informações levantadas pela empresa pontam que as taxas de fraude caíram de 2,52% em 2019 para 2,07% em 2020.

A empresa analisou mais de 244 milhões de pedidos no ano passado para aferir a possibilidade de fraude. O processo evitou ao setor um prejuízo estimado em 1,3 bilhão de reais.

"Devido a pandemia, foi preciso aderir ao isolamento social para diminuir a contaminação. Por isso, as pessoas tiveram que realizar as compras pela internet e aumentou significativamente o faturamento do e-commerce. O fato desse número ter caído, mesmo com o aumento de compras pela internet, mostra que as tecnologias antifraude estão mais eficientes. E, comprar e vender on-line está cada dia mais seguro no Brasil", afirma, Tom Canabarro, CEO e co-fundador da Konduto.

A análise também aponta para o crescimento de algumas tendências de consumo. O número de vendas por links de pagamento subiu durante 2020, o que pode apontar para varejistas que, anteriormente vendendo apenas fisicamente, migraram para formas de atendimento como o WhatsApp para continuar em contato com clientes durante a pandemia.

Se os hábitos de consumo mudaram, o mesmo aconteceu com os fraudadores. O Raio-X da Fraude aponta que muitos deles tentaram fraudar compras online pelos dispositivos móveis, uma tendência encontrada pela primeira vez nesta edição do relatório. As tentativas de fraude via mobile cresceram de 47% em 2019 para 62% no ano passado.

Apesar da crise econômico, o ticket médio das fraudes continuou maior do que das compras legítimas: as compras fraudulentas gastam em nédia 732 reais, ante 317 reais das compras legítimas.

Este ano deve ser de igual crescimento para o e-commerce: de acordo com uma pesquisa da Ebit/Nielsen, a expectativa é que as vendas no comércio eletrônico alcancem 110 bilhões de reais. O resultado virá acompanhado de um incremento de 16% no número de pedidos, para 225 milhões, e uma expansão de 9% no valor médio das vendas, para R$ 490. As categorias que mais se devem destacar nas vendas online são aquelas que já se fortaleceram esse ano: Alimentos e Bebidas; Arte e Antiguidade; Bebês e Cia; Casa e Decoração; Construção. 

 

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