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França multa Microsoft em 60 milhões de euros por impor 'cookies' de anúncios aos usuários

Empresa tem três meses para regularizar a situação, com uma potencial punição adicional de 60 mil euros por dia de atraso

Microsoft: A empresa tem três meses para regularizar a situação, com uma potencial multa adicional de 60 mil euros por dia de atraso (Jeenah Moon/Getty Images)

Microsoft: A empresa tem três meses para regularizar a situação, com uma potencial multa adicional de 60 mil euros por dia de atraso (Jeenah Moon/Getty Images)

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Agência O Globo

22 de dezembro de 2022, 08h12

Na maior multa imposta em 2022, a Comissão Nacional de Tecnologia e Liberdades (CNIL) da França disse que o mecanismo de busca da Microsoft , o Bing, não configurou um sistema que permitisse aos usuários recusar cookies tão simplesmente quanto aceitá-los. Com isso, aplicou uma multa de 60 milhões de euros na empresa.

O regulador francês disse que após investigações constatou que "quando os usuários visitaram este site, os cookies foram depositados em seu terminal sem o seu consentimento, enquanto esses cookies foram usados, entre outros, para fins publicitários".

Também "observou que não havia botão que permitisse recusar o depósito de cookies tão facilmente quanto aceitá-lo".

A CNIL disse que a multa foi justificada em parte por causa dos lucros que a empresa obteve com os lucros publicitários gerados indiretamente a partir dos dados coletados por meio de cookies - pequenos arquivos de dados que rastreiam a navegação online.

A empresa tem três meses para regularizar a situação, com uma potencial multa adicional de 60 mil euros por dia de atraso.

No ano passado, a CNIL disse que realizaria um ano de verificações contra sites que não seguissem as regras de uso de cookies da web. Google e Facebook foram sancionados no ano passado pela CNI com multas de 150 milhões e 60 milhões de euros, respectivamente, por violações semelhantes.