Facebook rebate críticas feitas em “O Dilema das Redes”, da Netflix

Facebook publicou artigo que debate pontos negativos sobre a rede social levantados pelo filme "O Dilema das Redes"

O documentário The Social Dilemma (“O Dilema das Redes”, em português) traz discussões sobre o uso das redes sociais e como o consumo desenfreado delas pode ser prejudicial a longo prazo para as pessoas. Uma das redes mais mencionadas é o Facebook, comandado pelo bilionário americano Mark Zuckerberg. Com cerca de 2 bilhões de usuários espalhados no mundo todo, o documentário levou em conta assuntos como as eleições de 2016, os algoritmos da rede social e os dados oferecidos pela empresa a terceiros. Nesta sexta-feira, 2, no entanto, o Facebook respondeu à situação com um arquivo no qual lista sete motivos que fazem com que o documentário tenha errado.

“Em vez de oferecer uma observação com nuances à tecnologia, o documentário oferece uma visão distorcida de como as plataformas de redes sociais trabalham para construir um bode espiatório conveniente dos difíceis e complexos problemas sociais”, diz o documento. “Os criadores do filme não incluem insights daqueles que estão, atualmente, trabalhando com as companhias ou de qualquer outro especialista que tenha uma visão diferente da narrativa imposta por ele. Eles também não reconhecem os esforços feitos pelas companhias para endereçar alguns dos problemas que eles levantam. Ao invés disso, eles se baseiam nos comentários daqueles que não estão na indústria por muitos anos”, finaliza a companhia, antes de começar a endereçar os sete pontos.

O primeiro deles tem a ver com o vício em redes sociais, fator que foi citado no documentário da Netflix. Segundo o Facebook “o time que cuida do feed não é incentivado a construir ferramentas que aumentem o tempo gasto em nossos produtos”. A empresa continua o tópico explicando que em 2018 “alterou o ranking para priorizar interações sociais significativas e não vídeos virais” e que “esse não é o tipo de coisa que você faz se só está tentando fazer com que as pessoas usem mais seus serviços”. A rede social também afirma que está colaborando com profissionais e organizações focadas em saúde mental e que “tem um time focado em entender o impacto que temos no bem-estar das pessoas”.

No segundo tópico, o Facebook explica que é uma “plataforma apoiada por anúncios”, o que significa que “vender anúncios faz com que se conectar seja algo gratuito” e que não divide informações que possam identificar as pessoas para terceiros, apesar de denúncias recentes em relação a esse modelo de negócios. “Você pode ver os ‘interesses’ ligados a você em suas preferências de anúncios e, se quiser, pode removê-las.”

Em relação aos seus algoritmos, a rede social afirma que os usa “para melhorar a experiência de pessoas que usam nossos aplicativos — como qualquer app de namoro, a Amazon, o Uber e incontáveis outros”. “Isso também inclui a Netflix, que usa algoritmos para determinar quem deveria assistir o documentário The Social Dilemma e então o recomenda para eles. Isso acontece com todos os conteúdos apresentados no serviço. Os algoritmos e o machine learning melhoram nosso trabalho”, diz a companhia. “No Facebook, por exemplo, usamos esses conceitos para mostrar conteúdos que são mais relevantes ao que as pessoas se interessam, seja isso postado por amigos ou anúncios. Falar que eles são ‘malucos’ pode fazer boas teorias da conspiração para documentários, mas a realidade é muito menos interessante”, continua.

Sobre privacidade, o Facebook também afirma que o filme não representou de forma realista a relação da rede social com as informações dos usuários. “Nós criamos novas proteções sobre como os dados são usados, dado às pessoas novos controles sobre como gerenciar seus dados, e agora tem milhares de pessoas trabalhando em projetos relacionados à privacidade para que possamos continuar a atender nossos compromissos e manter as informações das pessoas seguras”, disse.

Já sobre conteúdos políticos e polarização extrema, o Facebook reconheceu que cometeu um erro nas eleições de 2016 e afirma ter criado ferramentas para ter um maior controle do conteúdo que chega para as pessoas. “Demos início a outros esforços para garantir a integridade da eleição dos EUA ao encorajar o voto, conectando as pessoas a informações para uma eleição confiável, e atualizamos nossas políticas afim de conter as tentativas de um candidato para declara uma vitória prematura, o que pode deslegitimar uma eleição”, complementou.

Por fim, o Facebook complementou que o filme não acerta na questão sobre como os responsáveis pela rede social lidam com fake news e desinformação. De acordo com a publicação, o trabalho para combater isso aumentou pelo último ano. “Removemos mais de 22 milhões de publicações com discurso de ódio, durante o segundo trimestre de 2020, e mais de 94% destas foram encontradas pela denúncia de um usuário – um aumento em relação ao trimestre anterior, quando 88% das 96 milhões de publicações removidas foram denunciadas por usuários”, disse.

O Facebook reconhece, porém, que suas ferramentas ainda não são perfeitas, mas nega que não esteja trabalhando constantemente em melhorias para tornar a rede social um lugar seguro para os usuários.

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