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Exército compra nova geração de tanques de guerra por cerca de R$ 5 bilhões

Chamado de Centauro II, o novo veículo é um projeto do consórcio italiano Oto Melara — formado pela Iveco e Leonardo

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Da redação

26 de dezembro de 2022, 12h47

Há uma nova arma no arsenal do Exército Brasileiro. Ou melhor, um novo tanque de guerra. Chamado de Centauro II, o novo veículo militar é um projeto do consórcio italiano Oto Melara — formado pela Iveco e pela Leonardo — que venceu a licitação para equipar as Forças Armadas a partir de 2023. O contrato prevê o envio de 98 unidades do veículo e as cifras giram em torno dos R$ 5 bilhões.

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O veículo pode ser considerado um modelo do tipo ágil, com eixos 8x8, ou seja tem quatro rodas em cada lado. Esse modelo, que pesa 30 toneladas e tem canhões de 120mm, é superior aos atuais Guaranis, também fabricados pela Iveco.

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Segundo dados da Iveco, ele tem um motor diesel de 720cv e 255 kgf/m de torque, e pode chegar a uma velocidade de até 105 km/h.

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O câmbio é automático e a autonomia é de 800km. Junto disso, o conjunto de rodas é hiper-resistentes e lhe garantem mobilidade em vários tipos de terreno, como areia, lama e até pequenos lagos.

A Iveco explica que a blindagem balística do Centauro II é uma das melhores do mercado e bem superior à geração passada. Segundo a empresa, ele resiste a munições cinéticas de tanques, minas terrestres e granadas.

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Contrato questionado na Justiça

A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Maria Thereza de Assis Moura, acolheu um pedido da União e liberou a compra de blindados italianos peloExército, no dia 15 de dezembro. A ministra argumentou que a "continuidade do projeto de renovação do parque bélico deve ser assegurada" e sustentou que a decisão do Tribunal Regional Federal (TRF-1), que havia barrado a compra "compromete a estrutura e o plano de defesa externa alinhavado pelo Ministério da Defesa e peloExércitoe a própria capacidade de defesa nacional".

A presidente do STJ disse que a suspensão da compra poderia causar "inequívoca lesão à ordem, à capacidade de segurança externa e à economia pública". O argumento acolhido pela ministra Maria Thereza de Assis Moura é o de que a compra dos blindados "faz parte de uma política pública de longo prazo".

"O projeto em questão - 'Projeto Forças Blindadas' - teve início em 2012, há, portanto, mais de dez anos, não sendo algo traçado de forma açodada ou repentina. O gasto foi devidamente incluído no Plano Plurianual de 2020-2023, aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro de 2019, e incluído como 'Investimento Plurianual Prioritário'", afirmou a ministra.

A assinatura do contrato estava prevista para 5 de dezembro, mas foi suspensa por ordem do desembargador Wilson Alves De Souza, plantonista do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O magistrado considerou "evidente a ilegalidade" da compra dos veículos em meio a "grave crise financeira", " sem que haja qualquer necessidade desses equipamentos bélicos, como se o país estivesse em guerra iminente ou atual".

(Com Estadão Conteúdo)

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