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Elon Musk alega que Apple ameaça tirar Twitter de loja de aplicativos

Essa abordagem assustou muitos anunciantes, da General Motors à Pfizer, que suspenderam a publicação de anúncios no app

Elon Musk e Twitter: novo CEO usa da rede social para falar sobre a Apple (Getty/Exame)

Elon Musk e Twitter: novo CEO usa da rede social para falar sobre a Apple (Getty/Exame)

A
AFP

29 de novembro de 2022, 07h08

Elon Musk, dono do Twitter, afirmou nesta segunda-feira, 28, que a Apple está ameaçando eliminar a rede social de sua loja de aplicativos para iPhone.

A Apple "ameaçou retirar o Twitter de sua App Store, mas não nos disse por quê", declarou Musk em uma série de tuítes em que acusou a gigante da tecnologia de censura.

"A Apple deixou em grande parte de fazer publicidade no Twitter. Odeiam a liberdade de expressão nos Estados Unidos?", questionou Musk. "O que está acontecendo aqui @tim_cook?", perguntou ao CEO da Apple.

O magnata, considerado o homem mais rico do mundo, pretende relaxar a política de moderação de conteúdos em sua plataforma, que deseja que reflita sua visão absolutista da liberdade de expressão.

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Essa abordagem assustou muitos anunciantes, da General Motors à Pfizer, que suspenderam a publicação de anúncios no Twitter. Cerca de 90% do faturamento da rede social depende da publicidade.

O combate a mensagens problemáticas, como aquelas contendo desinformação ou discurso de ódio, é um tema importante também para os governos e os sistemas operacionais móveis, ou seja, iOS (da Apple) e Android (do Google).

Os dois gigantes podem vetar qualquer aplicativo que não estejam de acordo com suas normas de conteúdo e as consequências são catastróficas para esse app, explicou dias atrás Yoel Roth, ex-chefe de segurança do Twitter.

"A Apple e o Google têm um enorme poder sobre as decisões que o Twitter toma", disse ele em uma coluna no jornal The New York Times.

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