Dua Lipa: cantora processa Samsung por uso indevido de imagem e pede indenização milionária (Divulgação)
Colaboradora
Publicado em 11 de maio de 2026 às 09h40.
A cantora Dua Lipa entrou com uma ação de US$ 15 milhões contra a Samsung na última sexta-feira, acusando a fabricante sul-coreana de ter usado sua imagem nas embalagens de televisores sem qualquer autorização ou remuneração. O processo, movido no Tribunal Distrital Central da Califórnia, também ressalta que a gigante de tecnologia estaria ignorando os pedidos da artista para que a prática fosse interrompida.
A foto em questão foi tirada nos bastidores do festival Austin City Limits, em 2024, e Lipa detém os direitos autorais sobre a imagem que acabou estampada nas caixas de TVs Samsung vendidas nos Estados Unidos a partir do ano passado. Quando a cantora tomou conhecimento do uso, ação que teria ocorrido em junho de 2025 segundo documentos do processo, exigiu a retirada imediata. A Samsung, de acordo com a ação, respondeu de forma "desdenhosa e insensível" e os produtos continuam sendo vendidos até hoje.
No plano jurídico, a ação combina alegações de violação de direitos autorais e de marca com infrações ao estatuto californiano de direito de publicidade e ao Lanham Act federal — lei americana que proíbe associações comerciais enganosas. Assim, o argumento central é que consumidores foram induzidos a acreditar numa parceria inexistente e que a Samsung se beneficiou financeiramente dessa confusão.
"Eu nem estava planejando comprar uma TV, mas vi a caixa e resolvi comprar", escreveu um dos compradores citados na ação. A petição buscou comentários de fãs da cantora que validassem a ideia de que o produto só foi adquirido por destacar uma colaboração com a Samsung para provar o ponto de associação enganosa. Outro comentou que fez a compra por ser "obcecado" pela artista, ligando o ato ao desejo de apoiá-la profissionalmente.
O argumento de dano à marca pessoal também tem peso para além das ações de fãs. Oficialmente, a cantora é embaixadora de marcas como Apple, Bvlgari e Nespresso, e sua equipe jurídica argumenta que a Samsung ridicularizou seu trabalho de construção de uma identidade premium ao criar uma associação falsa com seus produtos. A cantora pede, além da indenização, uma medida cautelar permanente que impeça qualquer uso futuro de sua imagem pela empresa.
O caso chega em um momento em que o debate sobre o uso não autorizado de imagens e identidades, especialmente com o avanço da inteligência artificial, ganha cada vez mais atenção jurídica nos Estados Unidos. Embora este processo envolva uma fotografia convencional, ele reforça o crescente movimento de artistas e figuras públicas para estabelecer limites legais claros sobre como sua imagem pode ou não ser utilizada para fins comerciais.