Tecnologia

Com o BNDES, Electrolux investe R$ 300 milhões no Brasil para criar nova geração de eletrodomésticos

Por meio do financiamento do programa "BNDES Mais Inovação", a companhia sueca pretende impulsionar fabricação de eletrodomésticos com inteligência artificial, eficiência energética e tecnologia desenvolvida em seu hub no país

Eduardo Mello, CEO de Electrolux na América Latina (Divulgação)

Eduardo Mello, CEO de Electrolux na América Latina (Divulgação)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 31 de agosto de 2026 às 10h20.

Última atualização em 31 de agosto de 2026 às 10h21.

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O Grupo Electrolux anunciou nesta segunda-feira, 31, um investimento de R$ 300 milhões para desenvolver novas tecnologias para eletrodomésticos no Brasil, com recursos de um financiamento aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por meio do programa "BNDES Mais Inovação". A parceria ocorre no ano em que a companhia completa 100 anos de atuação no país.

O plano prevê atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) e a aplicação de inteligência artificial (IA) em 26 novos produtos comercializados no mercado brasileiro. A lista inclui refrigeradores, aparelhos de ar-condicionado, fornos, air fryers, fritadeiras elétricas que utilizam circulação de ar quente, cafeteiras, purificadores de água, aspiradores de pó e robôs aspiradores.

Segundo Eduardo Mello, CEO de Electrolux na América Latina, as tecnologias previstas no projeto poderão reduzir em até 40% o consumo de energia elétrica de refrigeradores e ampliar em até 70% a vida útil dos alimentos armazenados. O desenvolvimento também contempla algoritmos de IA para controle de temperatura e umidade e tecnologias destinadas a reduzir o nível de ruído em até 4 dB.

“Completar 100 anos de história no Brasil liderando a transformação em sustentabilidade e tecnologia é motivo de enorme orgulho para o Grupo Electrolux. Este investimento de R$ 300 milhões simboliza parte da nossa visão para os próximos anos: entregar aos lares brasileiros produtos cada vez mais inteligentes, eficientes e alinhados às exigências ambientais do planeta", afirma o executivo.

E acrescenta: "A parceria com o BNDES fortalece nossa capacidade de pesquisar, projetar e produzir no Brasil soluções que combinam alta performance e responsabilidade socioambiental”.

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Quais tecnologias serão desenvolvidas no Brasil?

Fábrica da Electrolux em São José dos Pinhais (PR)

Fábrica da Electrolux em São José dos Pinhais (PR) (Electrolux/Divulgação)

Segundo a companhia sueca, as atividades do plano de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) serão realizadas no Centro de Inovação da Electrolux em Curitiba (PR), com suporte das fábricas de São José dos Pinhais (PR) e Manaus (AM).

O projeto abrange cinco áreas de negócio da empresa: refrigeração, climatização, cuidado do chão, purificação, aquecimento e refrigeração de água e cocção.

Entre as tecnologias previstas estão algoritmos de inteligência artificial voltados ao controle de temperatura e umidade. O projeto também estabelece metas de redução de ruído de até 4 dB e de aumento de até 70% na vida útil dos alimentos armazenados.

Na categoria de refrigeradores, a empresa prevê tecnologias capazes de reduzir em até 40% o consumo de energia elétrica. A medida integra o plano da companhia para desenvolver produtos com menor consumo de energia no mercado brasileiro.

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Financiamento do BNDES

O financiamento foi aprovado por meio do BNDES Mais Inovação, programa destinado a apoiar investimentos empresariais em inovação e digitalização. Os recursos serão direcionados ao plano de desenvolvimento tecnológico da Electrolux no país.

"O apoio do Banco fortalece a inovação no país e contribui para o desenvolvimento da indústria com tecnologia de ponta e produtos mais eficientes e econômicos para a casa dos brasileiros. O projeto também reforça a posição do Brasil como um dos principais centros de inovação na América Latina, ampliando a capacidade de exportação dos eletrodomésticos produzidos aqui, gerando mais empregos e renda no país", explica Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

O investimento ocorre no ano do centenário da Electrolux no Brasil e concentra no país etapas de pesquisa, desenvolvimento e produção das tecnologias previstas para os novos eletrodomésticos. A companhia também prevê o uso da estrutura brasileira no desenvolvimento de produtos destinados ao mercado latino-americano.

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