Cofre inteligente conta o dinheiro e rejeita notas falsas

Um cofre inteligente para lojas, supermercados e outros estabelecimentos comerciais conta o dinheiro e detecta notas falsas

São Paulo — Um cofre para lojas, supermercados e outros estabelecimentos comerciais promete dar um upgrade na maneira como o varejo brasileiro lida com dinheiro. Chamado IntelliSafe, o equipamento, já vendido em outros países, tem contador de notas, detecta dinheiro falso e contabiliza o que é guardado nele.

O cofre foi desenvolvido pela empresa sueca Gunnebo, fabricante de dispositivos de segurança para uso em bancos e no varejo. Ele tem, na parte superior, uma unidade de controle onde a pessoa que vai usá-lo se identifica com um nome e uma senha. Também na parte superior fica um contador de dinheiro similar ao que é usado em bancos.

Até 30 notas podem ser postas juntas nesse dispositivo para que sejam contadas e jogadas automaticamente num saco no interior do cofre. Notas defeituosas são rejeitadas. O sistema de reconhecimento de imagens também procura detectar falsificações. Se houver dúvida sobre a autenticidade de uma cédula, ela também é rejeitada. 

Um aplicativo na web permite gerenciar vários cofres à distância. Uma rede de lojas, por exemplo, pode saber quanto dinheiro está guardado em cada uma delas. Assim, fica mais fácil determinar quando um carro-forte deve ir até uma determinada loja recolher o dinheiro e levá-lo para o banco.

“A empresa pode racionalizar o transporte de valores e economizar com isso”, disse a EXAME.com Adriano Sambugaro, diretor de marketing da Gunnebo Gateway no Brasil. Ele aponta outra possível vantagem da contagem automática: a empresa pode negociar, com o banco, o crédito mais rápido dos valores depositados. 

“Normalmente, o dinheiro é recontado pela empresa de transporte de valores e, só então, creditado pelo banco, o que leva a um atraso de um dia ou mais”, diz. O InteliSafe vai ser montado no Brasil e começa a ser vendido no país em julho. Sambugaro não informa o preço do equipamento, mas diz que a fabricante também estuda a possibilidade de alugá-lo.

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