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Blue Origin reutiliza foguete pela 1ª vez — entenda o que deu errado na missão

Empresa de Jeff Bezos avança na corrida espacial, mas enfrenta revés parcial

Blue Origin: propulsor do foguete New Glenn pousa após lançamento nos Estados Unidos (Paul Hennesy/Anadolu via Getty Images)

Blue Origin: propulsor do foguete New Glenn pousa após lançamento nos Estados Unidos (Paul Hennesy/Anadolu via Getty Images)

Publicado em 19 de abril de 2026 às 13h19.

A Blue Origin reutilizou com sucesso, pela primeira vez, um propulsor do foguete New Glenn em lançamento realizado neste domingo, 19, a partir de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos.

A missão, porém, teve um revés parcial: o satélite transportado não atingiu a órbita planejada.

O foguete, com cerca de 100 metros de altura, decolou às 7h25 no horário local (8h25 de Brasília), levando um satélite de comunicações da AST SpaceMobile.

Após a separação dos estágios, o módulo superior seguiu viagem ao espaço, enquanto o propulsor retornou com sucesso e pousou em uma plataforma no Oceano Atlântico cerca de nove minutos após a decolagem.

A recuperação do propulsor marca um avanço relevante para a Blue Origin, que busca aumentar a frequência de lançamentos e reduzir custos — estratégia já consolidada pela rival SpaceX.

Apesar disso, a empresa informou que o satélite foi ativado corretamente, mas acabou sendo inserido em uma órbita diferente da prevista. A companhia ainda avalia o impacto do desvio.

Antes desta missão, o New Glenn já havia sido lançado duas vezes, sempre com propulsores novos. A reutilização de componentes é considerada um dos principais desafios técnicos da indústria espacial.

Corrida espacial privada se intensifica

O feito ocorre em meio à crescente disputa entre Blue Origin e SpaceX, de Elon Musk, especialmente no desenvolvimento de tecnologias para missões mais complexas.

O New Glenn é peça central nos planos do fundador da empresa, Jeff Bezos, para ampliar a presença da companhia no mercado orbital e em projetos estratégicos como o programa Artemis, da NASA.

Os Estados Unidos planejam levar astronautas de volta à Lua até 2028, em uma corrida tecnológica que também envolve a China.

*Com AFP

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