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Bilionários da China preferem exploração espacial discreta

Perdendo apenas para os EUA como fonte dos 500 maiores bilionários do mundo, a China tem muitos indivíduos ricos que querem participar da corrida ao espaço

Agora que Jeff Bezos e Richard Branson concluíram suas viagens ao espaço, outros bilionários devem seguir o exemplo. Os ultrarricos da China também buscam oportunidades de aventura e negócios nos céus, mas com os pés firmes no chão. Os magnatas do país têm evitado o turismo espacial e o tipo de exploração buscado por Elon Musk e preferem focar em negócios como fabricação de satélites e lançamento de foguetes, que apoiam as ambições da China no espaço.

“O governo gosta de receber crédito - o direito de se gabar - por conquistas no espaço”, disse Lincoln Hines, professor assistente e especialista em China do US Air War College em Montgomery, Alabama. “O governo quer ver o setor privado como um complemento do estado, desempenhando um papel muito específico.”

Perdendo apenas para os EUA como fonte dos 500 maiores bilionários do mundo, a China tem muitos indivíduos ricos que querem participar.

A Zhejiang Geely Holding, de Li Shufu, disse em fevereiro que recebeu uma licença para fabricar satélites, com capacidade anual de mais de 500 unidades em suas instalações no leste da China. A Shunwei Capital, que tem o cofundador da Xiaomi, Lei Jun, entre os investidores, investiu em empresas como a fabricante de satélites Galaxy Space. Em 2019, a incorporadora Country Garden Holdings, controlada pela mulher mais rica da China, Yang Huiyan, liderou uma rodada de captação de fundos para uma startup de lançamento de foguetes, a Land Space Technology.

Quando se trata de satélites e lançamentos de foguetes, “a China reconheceu a utilidade de acessar o setor privado”, disse Rajeswari Pillai Rajagopalan, chefe da Iniciativa de Política Nuclear e Espacial da Observer Research Foundation, em Nova Déli.

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