Vitreo lança carteira de fundos imobiliários em estreia como corretora

Expectativa é captar R$ 100 milhões com a carteira administrada. Próximos passos serão lançar home broker e oferecer fundos de terceiros para investidores

O lançamento de uma carteira administrada de fundos imobiliários marca a estreia da gestora Vitreo como corretora. A expectativa da casa fundada em 2018, que tem 4,5 bilhões de reais sob gestão e 60.000 clientes, é captar inicialmente 100 milhões de reais. “Estamos vendo um novo apelo por fundos imobiliários com diversificação de ativos e geografias”, explica Patrick O’Grady, presidente da Vitreo, gestora que no início do mês começou a atuar como distribuidora de valores.

A estratégia da carteira administrada se distingue da de fundo de fundos, pois, enquanto no primeiro caso, os recursos dos investidores permanecem em contas separadas, no segundo, passam a fazer parte de um único condomínio. Exatamente por essa característica da carteira administrada, não há uma diluição dos custos como acontece com os cotistas.

“Por outro lado, permite um maior grau de customização: o investidor poderá, por exemplo, escolher um percentual do rendimento que quer receber todo mês em sua conta”, diz. Sim, conta. É como a Vitreo agora é uma corretora os investidores podem ter uma conta na distribuidora de valores.

Voltado para investidores que buscam rendimentos periódicos, o investimento mínimo para abrir uma carteira “Renda Imobiliária” é de 10 mil reais, e a taxa de administração é de 0,60% mais os custos da B3. “No entanto, não será cobrada a taxa de administração nos três primeiros meses para que o investidor possa testar o produto”, explica. O executivo recomenda que o investimento inicial seja superior a 20 mil reais para que os custos não sejam muito representativos.

Os rendimentos pagos pelos fundos imobiliários são isentos de Imposto de Renda – apenas na venda das cotas há incidência de IR de 20% sobre o ganho de capital.

A Vitreo já tem 29 fundos de investimento sob gestão, todos agora distribuídos pela sua DTVM. Nos próximos meses, a ideia é tornar a plataforma de fundos aberta a fundos de terceiros, oferecer a funcionalidade de home broker para os investidores, além de carteiras administradas de ações e renda fixa.

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