Posso comprar um carro usado no consórcio?

Adquirir um veículo seminovo pode trazer vantagens. Entenda como usar uma carta de crédito para fazer esse investimento

Todos já sabem que fazer um consórcio é muito mais vantajoso do que investir em um financiamento. Afinal, não há incidência de juros nesse tipo de contratação. O que muitos têm dúvidas sobre essa modalidade de compra é o que se pode fazer a partir da obtenção da carta de crédito. E um questionamento é bem recorrente: é possível comprar carro usado no consórcio? É sobre isso que vamos discutir neste texto.

Mas antes de abordar o tema, lembramos que uma das principais dicas para adquirir um bom veículo usado é testá-lo antes de fechar a compra e pedir para um mecânico de confiança realizar uma vistoria cuidadosa nele. É importante ainda pesquisar para saber quais são os carros mais mal avaliados no mercado e, claro, os mais desejados pelos consumidores.

Agora quer saber se é possível usar o consórcio para conquistar o seu tão sonhado carro seminovo e quais as vantagens do investimento? Confira!

É possível comprar carro usado com a carta de crédito do consórcio?

O consorciado pode sim comprar carro seminovo e até mesmo usado com a carta de crédito do consórcio. O mais indicado é que o veículo tenha, no máximo, 5 anos de uso. O valor deve ser igual ou superior ao saldo devedor da cota.

Entretanto, caso o participante opte por um veículo mais antigo — até 7 anos de uso, por exemplo — é necessário ficar atento. Antes de tudo, o valor do bem precisa ser 20% maior que o saldo devedor da cota. Por exemplo: se você escolher um modelo 2011, e possuir um saldo devedor de R$ 100 mil, o valor de revenda deste carro deve ser de, no mínimo, R$ 120 mil.

Você também pode usar a carta de crédito para comprar um carro usado, com 8 a 10 anos de uso. Neste caso, seu valor de revenda precisa ser 30% superior ao saldo devedor. Ainda usando o exemplo do saldo devedor de R$ 100 mil, o veículo mais antigo teria que valer pelo menos R$ 130 mil.

Já automóveis com mais de 10 anos só serão aceitos no caso de faltarem poucas parcelas para o consorciado quitar a cota. Além disso, o valor cotado do bem deve ser superior ao saldo devedor da cota.

Esse é o principal critério para aquisição de carro usado por meio de consórcio e a mesma regra vale para os caminhões. Outra importante consideração é que esses benefícios não são obtidos em consórcios administrados por bancos.

A Embracon viabiliza a compra de carros com até 3 anos de uso.

Como funciona o consórcio para um veículo seminovo?

Essa modalidade de consórcio não é muito diferente do consórcio de carros novos. O cliente, basicamente, faz parte de um grupo de integrantes que é organizado por uma administradora. O consorciado paga as parcelas todos os meses e recebe acarta de crédito. Em seguida, pode adquirir o veículo.

Assim como no consórcio para veículos novos, também é possível oferecer o valor do seu carro usado a fim de antecipar as prestações, passando então a concorrer para ser contemplado mais rapidamente. Essa oferta de valor antecipado (em dinheiro ou na forma do veículo) é chamada de lance.

Quais as vantagens de investir em um consórcio de veículo?

Comprar um carro usado vai oferecer a você inúmeras vantagens em relação à aquisição de um novo. Confira algumas delas!

Preço

O preço talvez seja o principal benefício da compra de um carro seminovo. Lembre-se de que os carros têm uma taxa muito alta de valorização. Dessa forma, mesmo pouco tempo após comprar um carro novo, o seu valor vai aumentar em, pelo menos, 10%.

Sendo assim, com o mesmo valor de um carro zero-quilômetro mais barato, você consegue comprar um modelo usado mais moderno e completo.

Seguro

O valor do seguro de um carro seminovo é muito menor do que o valor cobrado no caso de um novo. Como ele terá que ser renovado anualmente, essa diferença de valor pode ser muito relevante ao longo do tempo.

Documentação

E não para por aí. A economia da aquisição de um carro usado não se resume aos valores do seguro e do veículo. O custo para regularizar o novo também é muito mais alto do que o custo necessário para o carro usado.

Imposto

Você certamente já sabe que o IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) deve ser pago todo ano. Mas será que você já sabe que as alíquotas utilizadas para o cálculo desse imposto são distintas?

No caso, o IPVA é de:

  • 4% sobre o valor do carro com um tipo de combustível;
  • 3% para os carros flex.

Como incide sobre o valor do veículo e o carro usado geralmente tem um valor menor, a taxa também vai ser menor do que aquela cobrada para os carros novos.

Como escolher o consórcio ideal?

No momento de escolher o melhor consórcio, é bom atentar para alguns fatores. Confira!

Analise bem o contrato

Antes de fechar negócio com uma administradora de consórcios, leia e verifique cada detalhe que consta no contrato. Nele, é preciso ter todas as informações relacionadas ao consórcio, como os prazos, o índice de reajuste, os valores das parcelas etc.

Peça esclarecimento de todas as dúvidas sobre lances

Como falamos, além da contemplação por sorteio, o consorciado pode também dar lances de valores acima do valor da parcela do consórcio para tentar antecipar a obtenção da carta.

É importante verificar se a administradora não dificulta esse processo, exigindo valores mínimos muito altos ou somente em determinados períodos, com espaços de tempo muito longos entre um e outro.

Preste atenção nos reajustes

É importante ficar atento ao reajuste dos pagamentos. Embora os consórcios não apresentem juros embutidos, há sim um reajuste que tem o valor do bem desejado como base. Essa correção tem como finalidade impedir que a carta de crédito fique desvalorizada após algum tempo.

O detalhe é que podem existir diferenças no índice de reajuste das administradoras de consórcios para um mesmo bem. Então, verifique se alguma das empresas que você pesquisou não aplica uma porcentagem alta demais, muito acima do que deve realmente ser adicionado considerando o valor do bem.

Busque informações sobre a administradora

Conhecer o contrato é uma medida indispensável antes de fechar negócio. Mas, além de entender todas as cláusulas, é preciso conhecer a administradora no momento de contratar um consórcio.

Busque sempre uma empresa que tenha um histórico positivo e que seja totalmente transparente em seus relacionamentos com os clientes, fornecendo sempre informações claras sobre o que oferece.

Para que você saiba se a empresa está devidamente autorizada a negociar consórcios, não deixe de consultar a lista que se encontra na internet, no site do Banco Central.

Avalie se a taxa de administração compensa

Você já sabe que os consórcios não sofrem a incidência de taxas de juros, certo? Mas isso não significa que essa modalidade esteja totalmente isenta de qualquer outra cobrança. Há a taxa de administração, que se trata do pagamento que a administradora do consórcio vai receber para arcar com as despesas de funcionamento, incluindo organização de assembleias, pagamento de funcionários, administração do fundo comum etc.

O que é preciso analisar é o valor dessa taxa. A diferença de valor praticado entre as administradoras pode ser grande. E como ela pesa sobre as parcelas, é importante analisar bem.

Certifique-se de que as prestações são adequadas

Antes mesmo de fazer pesquisas sobre condições e empresas administradoras, faça planejamento financeiro. Não se esqueça:o consórcio tem que se adequar ao planejamento e não o contrário.

Logo, veja se as administradoras pesquisadas contam com produtos que realmente caibam no seu orçamento e simule os ajustes para ter tranquilidade ao quitar as prestações.

 

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