Pix vai mudar as suas finanças. Cofundadora do Nubank explica os motivos

Em vídeo, Cristina Junqueira, cofundadora do banco digital, comenta que as novas tecnologias vão facilitar – e muito! – as transferências de recursos

Atendendo a pedidos de leitores de EXAME, Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, fala no segundo episódio de sua coluna em vídeo sobre as tendências que devem mudar a maneira como os brasileiros lidam com o próprio dinheiro e experimentam serviços financeiros.

O que é Pix e open banking?

O Pix é uma ferramenta desenvolvida pelo Banco Central que vai facilitar o processo de fazer transferências de dinheiro e pagamentos em tempo real.

Hoje, “para mandar dinheiro para outra pessoa, a gente precisa ter o número da agência, da conta, CPF – só falta perguntar a cor da cueca. O Pix vai simplificar esse processo”, afirma Junqueira.

Isso porque será possível transferir dinheiro usando apenas a chave do Pix, que pode ser o número do celular, e-mail ou CPF. Além disso, os pagamentos poderão ser feitos 24 horas por dia, sete dias por semana, sem valor mínimo ou máximo e de forma gratuita para todos brasileiros.

“Vai acabar essa loucura de ‘o dinheiro não vai entrar hoje ou já passou das cinco da tarde para fazer a transferência”, diz a executiva. “Essa mudança será decisiva para aumentar a inclusão financeira no país e simplificar processos. No Nubank, estamos trabalhando dia e noite para que nossos clientes tenham a melhor experiência de Pix“.

A novidade começa a funcionar a partir de 16 de novembro e o cadastro das chaves se inicia em 5 de outubro. A partir dessa data, você pode adicionar suas chaves nas instituições financeiras onde tem uma conta.

Outra novidade que promete chacoalhar o sistema financeiro nacional é o open banking, que começa a ser implementado a partir de novembro. Com essa plataforma, o cliente poderá facilmente fazer a portabilidade de todas as informações bancárias.

“Essa mudança vai facilitar muito para quem quer terminar relacionamentos antigos que custam caro e não funcionam”, diz Junqueira.

De acordo com a executiva, o acesso a esses dados vai elevar a concorrência no setor, melhorar a concessão de crédito e reduzir juros. “Mais gente incluída no sistema financeiro e mais acesso a crédito pode ter um efeito transformador para a economia”, diz.

Até quando vai existir dinheiro em papel?

Na visão da cofundadora do Nubank, a pandemia do Covid-19 acelerou o processo de tornar o dinheiro em papel obsoleto. “Culturalmente, a gente sempre soube que o dinheiro era um negócio meio sujo. Isso só piorou com a pandemia porque, de fato, o papel moeda pode ter um efeito de bastante contaminação”, afirma.

Uma pesquisa da Mastercard, de abril de 2020, mostra que cerca de 60% dos brasileiros passaram a usar menos dinheiro em papel depois da pandemia. Em junho, outro levantamento da Mastercard revelou que 40% dos brasileiros acredita que até 2030 o dinheiro papel terá sido extinto.

“O Pix deve acelerar esse movimento. Se você vai conseguir fazer transferências de uma forma muito rápida para que andar com dinheiro? Para correr o risco de ser assaltado? Para se contaminar?”, questiona. “Para os lojistas, isso é muito interessante porque você não precisa também ficar carregando troco. É uma tendência que veio para ficar”.

Como a tecnologia vai continuar mudando o sistema financeiro no Brasil?

Em resposta a mais uma pergunta enviada pelos leitores de EXAME, Cristina Junqueira pontua que as grandes transformações que o Pix e o open banking vão operar no sistema financeiro nacional só serão possíveis graças à tecnologia.

“No Nubank, a gente também vem usando tecnologia para resolver problemas muito antigos, como o atendimento ruim, os altos custos, o problema de você querer abrir uma conta e ter que passar horas em uma agência. Tudo isso a gente já resolveu com tecnologia”, exemplifica. “Quanto mais o tempo passar, mais usos diferentes e aplicações diferentes de tecnologia vão ser encontrados para melhorar a vida dos brasileiros”.

Para ela, a maior transformação será a inclusão financeira. “Agora, na pandemia, com os pagamentos do auxílio emergencial, estamos vendo muitas pessoas que antes eram desbancarizadas abrindo uma conta pela primeira vez”, diz. “Isso é muito transformador para um país”.

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