Nexoos lança ferramenta que reduz risco para quem quer investir em PME

O portfólio de investimento tem 20 empresas de diferentes setores e dilui o risco de inadimplência

A fintech Nexoos, que atua com operações de crédito peer-to-peer lending, lançou uma ferramenta que visa diluir o risco de quem quer investir em pequenas e médias empresas. Denominada de Portfólio Automático, a carteira de investimentos tem até 20 empresas de diferentes perfis de risco. 

Em entrevista à EXAME, Daniel Gomes, presidente e cofundador da Nexoos, explicou que com a pandemia de coronavírus e a crise econômica, é comum que haja uma retração neste tipo de empréstimo, em que pessoas emprestam para pessoas sem a intermediação de instituições financeiras. 

O medo dos investidores está relacionado à inadimplência. “Isso é normal em ano de crise. O investidor fica mais cauteloso, por isso é importante fazer alocação correta.”  

Se a cautela está maior, a busca pelo crédito também cresceu. A Nexoos registrou um aumento de 25% na demanda por empréstimos. Segundo uma pesquisa feita pela fintech, os pequenos empresários estão em busca, principalmente, de crédito para capital de giro e o valor médio pedido é de cerca de 70 mil reais. Entre os dias 9 de março e 13 de maio, a Nexoos emprestou 10 milhões de reais. 

Como funciona 

Para investir nas PMEs por meio do Portfólio Automático é necessário ter no mínimo 10 mil reais. Após o primeiro depósito, o portfólio fica ativo e é possível realizar outros aportes de 500 reais. 

As empresas são classificadas de acordo com um modelo de crédito realizado por um algoritmo e por um analistas especializados em pequenas e médias empresas. Nesta análise é gerado um score, que é definido pelo risco de inadimplência, e pode variar de AA para aquelas de menor risco a E3 para maior.

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O portfólio é montado com empresas com proporções de riscos diferentes, de acordo com o perfil do investidor informado, que pode ser classificado como arrojado, balanceado ou conservador.

O investidor acompanha e avalia a performance da carteira compostas pelas PMEs por meio da Taxa Interna de Retorno (TIR). Vale destacar que não há cobrança de taxa, inclusive, administrativa. 

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