É hora das commodities na Bolsa?

Depois de um ano em que as ações ligadas ao mercado interno brilharam, papéis de companhias que negociam commodities devem apresentam bons resultados

São Paulo – Se 2010 foi o ano das ações ligadas ao mercado doméstico, desta vez são as commodities que prometem bons resultados para os investidores. O governo anunciou que o aumento no preço do petróleo e do minério de ferro puxou o crescimento das exportações do Brasil em fevereiro, levando a um saldo comercial positivo de 1,2 bilhões de dólares. Recorde para o período, o resultado é três vezes maior que o registrado no segundo mês do ano passado.  

Quando o assunto é petróleo, não há dúvidas de que a crise política nos países do Oriente Médio e norte da África vem pressionando o preço da commodity. Negociado em Londres, o barril Brent alcançou 115,42 dólares no primeiro dia de março, contra 100 dólares registrados em janeiro. Analistas convergem no sentido de apontar que uma alta persistente contaminaria os preços dos combustíveis nos EUA, afetando o consumo e a recuperação da economia. Ainda assim, muitos acreditam que essa tendência poderá se estabilizar daqui pra frente, reforçando o crescimento dos países desenvolvidos e abrindo brecha para a valorização das commodities em geral.  

No front interno, por outro lado, alta da inflação e aperto monetário prometem afetar as empresas de varejo. A expectativa é que o Comitê de Política Monetária anuncie novo arrocho nos juros para frear a demanda e conter a subida de preços, levando a Selic ao patamar de 11,75% ou 12%. O consultor Mauro Calil explica, no vídeo abaixo, em que medida este cenário afeta o desempenho das companhias que se apóiam no crédito e consumo e por que chegou a hora das commodities na Bolsa.

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