Demanda por cartão no banco digio – parceria do BB e Bradesco – cresce 20%

Ao mesmo tempo, houve queda de 30% na solicitação de empréstimos. Para o ano que vem, a meta é ampliar o foco de pessoas físicas para MEIs

O banco digital digio – que tem como sócios o Bradesco e o Banco do Brasil – atingiu a marca de 300.000 contas digitais em apenas três meses. Lançada dias antes da pandemia se instalar no país, a digioConta permite aos usuários fazer transferências, recargar o celular, emitir boletos e sacar dinheiro sem cartão na rede de caixas eletrônicos do Banco24Horas. Entre as próximas funcionalidades, estão pagamento de boletos e portabilidade de salário.

Em entrevista à ExameCarlos Giovane Neves, presidente do digio, diz que o sistema financeiro passará por uma “grande transformação com o PIX [novo sistema de pagamento criado pelo Banco Central] já que as transações no débito não terão custo para o estabelecimento, e o dinheiro cairá na hora.”

É nesse cenário que o banco digital pode se destacar ainda mais. Atualmente, o digio tem 1,6 milhão de clientes, e a meta é atrair 5 milhões de clientes e gerar 1 bilhão de reais em empréstimo pessoal por ano até 2023. Para isso, tem parcerias com fintechs para concessão de crédito, como a Geru.

A ideia é se tornar a plataforma mais completa de serviços financeiros, daí que até o fim do ano deve incluir investimentos entre os serviços. “Vamos pegar o que a Ágora (Bradesco) e o BB têm de melhor para oferecer aos nossos clientes. Depois, poderemos distribuir fundos de terceiros, afinal a meta é se tornar uma plataforma financeira agnóstica”, afirma Neves.

 

Durante a pandemia, o digio dobrou o número de parcelas para pagamento de faturas – agora são 24 – e reduziu os juros de 8,9% para 7,9%. No caso de prestações com vencimento entre 5 de maio e 1o de junho, as taxas caíram para 4,90%. O banco também disponibilizou cartão virtual para todos os clientes, inclusive para aqueles que não receberam cartão físico.

“A demanda por cartão de crédito aumentou 20%; só neste mês, recebemos 900.000 pedidos. Ao mesmo tempo, houve queda de 30% na solicitação de empréstimos. Nós também nos tornamos mais seletivos na concessão de financiamento”, afirma Neves.

Essa combinação pode impactar os resultados do banco em 2020, mesmo que as metas para o primeiro semestre sejam cumpridas. O banco encerrou o ano passado com 2,3 bilhões de reais em ativos e lucro de 7,5 milhões de reais.

Está na pauta de 2020 oferecer uma gama de produtos para pessoa física. “Já em 2021, não tem nada que nos impeça de acessar os microempreendedores individuais (MEIs) e aí, mais pra frente, podemos pensar em atender PMEs, apesar de não estar no nosso escopo atual”, completa.

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