Aposentadoria preocupa mulheres americanas

Autoconfiantes em relação às finanças e bem informadas sobre investimentos, elas ainda temem o futuro

São Paulo – Uma pesquisa online realizada pela seguradora MetLife mostra que, embora as mulheres americanas tenham muita autoconfiança em relação à forma como lidam com as próprias finanças, as inseguranças são altas quando o assunto é aposentadoria. Poupar para a aposentadoria é considerada a atividade mais desafiadora e muitas das entrevistadas temem não conseguir se manter quando a velhice chegar.

O levantamento foi realizado com cerca de mil mulheres com idades entre 45 e 70 anos de idade e rendimentos individuais de 75.000 dólares por ano ou renda familiar de, pelo menos, 100.000 dólares anuais. Além da renda alta, 80% delas declararam-se “profissionais” ou “nível médio de gerência ou superior” e quase metade possui cobertura de um plano tradicional de pensão e benefícios.

Trata-se, portanto, de mulheres com bom nível de escolaridade e renda, informadas acerca de investimentos financeiros e alicerces familiares. Quase todas – 90% – têm confiança na própria capacidade de administrar as finanças domésticas, e 78% das entrevistadas dividem a responsabilidade pelas finanças com alguém da família.

Mesmo assim, a insegurança em relação ao futuro é grande: um quarto das entrevistadas se sente perdida sobre o que fazer para garantir segurança financeira no futuro e a maioria das mulheres ouvidas (74%) considera poupar para a aposentadoria a atividade mais desafiadora de sua vida.

Entre as preocupações para o futuro, a principal citada por 62% das mulheres é não ter dinheiro suficiente para se aposentar, enquanto que 49% responderam que seu maior medo é “viver mais do que a duração da renda”. O curioso é que 46% das entrevistadas é beneficiária de um fundo de pensão, índice bem acima da média da população americana, que é de 19%.

Saúde também preocupa

As mulheres consultadas mostraram que são bem informadas sobre finanças, mas não estão dispostas a arriscar demais. Quarenta e três por cento delas possuem um consultor financeiro e 19% já tiveram um no passado. O perfil de risco, porém, não é muito arrojado, pois 60% consideram ter aversão moderada a risco.

Isso porque, para elas, poupar para a aposentadoria é o mais importante para garantir uma renda no futuro: 42% dão mais ênfase à renda garantida para a aposentadoria e 27% querem contribuir mais ou o máximo para o plano de previdência ou poupança, e apenas 10% optam por produtos com maior rentabilidade.

Outra grande preocupação é com a própria saúde na velhice. Não ter dinheiro para os cuidados médicos durante a aposentadoria é o maior medo de 46% das entrevistadas, enquanto que 32% temem se tornar dependentes da família. No quesito saúde, porém, há pelo menos um dado alarmante em relação a essas mulheres: apenas 18% delas possui seguro de saúde de longo prazo em um país em que 70% da população acima de 65 anos precisará desse tipo de assistência em algum momento da vida.

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