Após SP anunciar data de imunização, Ministério da Saúde diz que vacinação vai ocorrer simultaneamente no país

Em nota, pasta afirma que totalidade das vacinas produzidas pelo Instituto Butantan serão adquiridas pelo governo federal

BRASÍLIA — O Ministério da Saúde afirmou neste sábado que a vacinação contra a Covid-19 deve ocorrer simultaneamente em todo o país, com distribuição proporcional de doses entre os entes federativos. Ontem, o estado de São Paulo afirmou que irá manter o início da vacinação no estado, previsto para o próximo dia 25 de janeiro, independentemente do planejamento federal de imunização.

Na nota divulgada pelo ministério, o governo afirma que decidiu ontem, em reunião com o Instituto Butantan, que as 100 milhões de doses produzidas pela instituição serão incorporadas ao Programa Nacional de Vacinação (PNI) contra a Covid-19. O Butantan desenvolve o imunizante CoronaVac em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

O anúncio ocorre dois dias depois que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, informou que o governo assinou um acordo com o Instituto Butantan para comprar 46 milhões de doses da CoronaVac. Na ocasião, Pazuello afirmou que a pasta poderia ampliar a contratação em mais 54 milhões, totalizando 100 milhões de doses.

"Representantes do Ministério da Saúde e do Instituto Butantan acertaram que a totalidade das vacinas produzidas pelo laboratório paulista serão adquiridas pelo Governo Federal e incorporadas ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19", escreveu a pasta, acrescentando:

"Assim, brasileiros de todo o país receberão a vacina simultaneamente, dentro da logística integrada e tripartite, feita pelo Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde."

Apesar do acordo, o secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, destacou na sexta-feira que o estado não irá adiar o início da vacinação caso o PNI não comece antes do dia 25. Uma das possibilidades para o início da vacinação nacional é o dia 20 de janeiro, mas o Ministério da Saúde não confirmou nenhuma data.

Na nota enviada hoje pelo ministério, a pasta ressalta que a campanha de vacinação deve começar "tão logo os imunizantes recebam autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) - para uso emergencial ou o registro definitivo".

Na sexta, o Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz, que desenvolve o imunizante contra a Covid-19 em parceria com a farmacêutica britânica AstraZeneca e a Universidade de Oxford, solicitaram à Anvisa a autorização emergencial de uso da vacina contra a Covid-19. O prazo estimado pela agência para avaliação do pedido é de até dez dias.

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