Mineira CBMM está na corrida para produzir baterias como as de Elon Musk

A mineira de Araxá CBMM, maior produtora de nióbio do mundo, está na corrida para produzir baterias para carros elétricos como os da Tesla

 (Freepik/Divulgação)

A maior produtora de nióbio do mundo, a brasileira CBMM, está se preparando para disputar o valioso mercado de baterias para veículos elétricos, um dos negócios mais promissores da próxima década. A companhia está em conversas com cerca de 20 montadoras, incluindo a americana Tesla, do empreendedor Elon Musk, para o fornecimento de 1.000 células de baterias de óxido de nióbio para testes em campo.

As células deverão ser produzidas até o final deste ano em parceria com a Toshiba. A expectativa é que os testes comecem em 2021 e a comercialização do produto ocorra a partir de 2023. A estratégia da CBMM no segmento inclui investimentos de aproximadamente 50 milhões de reais por ano somente em pesquisa e desenvolvimento de baterias.

Para investir de forma segura e ganhar dinheiro na renda fixa, confira a análise de Renda Fixa de EXAME Research.

Paralelamente, a companhia de Araxá, Minas Gerais, quer cortar caminho nessa corrida global: está negociando a compra de três startups do ramo de baterias automotivas, uma americana e duas britânicas. Também adquiriu, recentemente, 26% da startup 2DM, de Singapura, referência em grafeno, uma das formas cristalinas do carbono, que tem grande sinergia com o nióbio. Atual­mente, são 40 projetos na área.

“Com essas aquisições, vamos acelerar o conhecimento. Nosso principal desafio é a corrida contra o tempo para viabilizar a bateria em larga escala, e nesse quesito temos obtido resultados excelentes”, afirma Ricardo Lima, vice-presidente da CBMM.

Hoje, 90% da receita da companhia é proveniente da siderurgia, mas a expectativa é que, até 2030, de 35% a 40% do faturamento venha de novas aplicações, especialmente no setor automotivo. Além de parcerias com universidades e institutos de pesquisa, a CBMM tem uma equipe de 11 pessoas dedicadas exclusivamente ao negócio de baterias, sendo cinco doutores em eletroquímica.

Lima afirma que o lítio, o níquel, o manganês e o titânio continuarão sendo protagonistas na produção dessa bateria em larga escala, mas o óxido de nióbio tem vantagem, por exemplo, sobre o cobalto, cujo uso tem suscitado cada vez mais resistência da sociedade devido aos métodos de exploração. Além disso, o óxido de nióbio promete outro diferencial: carregamento em apenas 6 minutos para uma autonomia de 350 quilômetros, enquanto as baterias convencionais levam cerca de 7 a 8 horas para ser carregadas por completo.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 3,90/mês
  • R$ 9,90 após o terceiro mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 99,00/ano
  • R$ 99,00 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 8,25 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Veja também