Diversidade: O que falta para o Brasil ter mais empresas como a Natura

A pandemia força as empresas a ser ainda mais vigilantes na inclusão de minorias. Bons exemplos são cada dia mais comuns
 (Exame/Leandro Fonseca)
(Exame/Leandro Fonseca)
Por Lucas AmorimPublicado em 17/06/2021 05:23 | Última atualização em 17/06/2021 08:04Tempo de Leitura: 3 min de leitura

A esta altura do século 21 já ficou claro que preservação ambiental e desenvolvimento econômico não são conflitantes. Pelo contrário. Também já está mais do que claro que inclusão e diversidade não atravancam o crescimento das companhias e dos países. Pelo contrário. Mas, assim como no debate ambiental, há muito a avançar. E muito a ser debatido. É por isso que a EXAME está publicando pela terceira vez seu Guia de Diversidade, feito com metodologia do Instituto Ethos, referência no tema no Brasil.

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O cenário é dos mais desafiadores: a pandemia acelerou a digitalização, mas ampliou desigualdades, e força as empresas a ser ainda mais vigilantes para continuar avançando. Trazemos exemplos de companhias que são referências na inclusão de mulheres, negros, LGBTI+ e pessoas com deficiência, e ainda debatemos a importância de seguir ampliando o escopo para a inclusão de migrantes, indígenas e de pessoas com mais de 50 anos. 

Ambientes de trabalho mais diversos, segundo mostra a reportagem, melhoram o clima organizacional, facilitam a retenção de talentos e aumentam a produtividade. Segundo um estudo da consultoria McKinsey, empresas com diversidade racial podem ter resultados financeiros até 36% maiores.

Como chegar lá é que são elas: apenas 35% das empresas pesquisadas em nosso especial têm programas para contratação de pretos e pardos. É uma frente em que, para além do avanço paulatino, simbolismo importa. Na Natura &Co, companhia destaque deste ano, a Avon preencheu 100% de suas vagas de estágio com pessoas não brancas.

A atenção chega também aos produtos, com a constatação de que 70% das clientes negras não estavam satisfeitas com os produtos para seu tom de pele. O Magazine Luiza, outro destaque do guia, teve 22.000 inscritos para um programa de trainee voltado apenas para candidatos negros. 

As iniciativas mostram a ambição dessas duas empresas, e de outras tantas retratadas em nossa edição, de não só ficar à frente da concorrência mas puxar para cima a barra em toda a sociedade. Os resultados financeiros têm vindo junto. A Natura projeta faturar 30% mais em 2023.

O Magazine Luiza completa dez anos listado na bolsa com valorização de 4.000% em suas ações — como mostra outra reportagem desta edição. A pandemia deixou clara a importância de medidas urgentes contra crises ambientais e sociais.

Com esta edição, a EXAME reforça seu compromisso de, por meio de bons exemplos, contribuir com o desenvolvimento das empresas e do país.  

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