• AALR3 R$ 20,05 -0.10
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Conheça os melhores fundos de ações long only em 2021

IP Capital foi a vencedora dessa categoria do Melhores do Mercado, da EXAME; leia o depoimento dos gestores à frente dos 3 fundos premiados
Pedro Andrade (segundo à direita) e a equipe da IP Capital Partners: aposta nas big techs (Exame/Leandro Fonseca)
Pedro Andrade (segundo à direita) e a equipe da IP Capital Partners: aposta nas big techs (Exame/Leandro Fonseca)
Por Marcelo Sakate, Marília AlmeidaPublicado em 23/03/2022 15:00 | Última atualização em 23/03/2022 15:00Tempo de Leitura: 4 min de leitura

A IP Capital Partners foi a vencedora da categoria Fundos de Ações - Long Only na premiação Melhores de Mercado da EXAME, relativa ao ranking mais tradicional da indústria de fundos de investimento do país. A gestora foi premiada com o fundo IP Partic. FIC FIA BDR Nível 1 de acordo com a metodologia definida pela EXAME com a ajuda de especialistas do mercado de capitais. Na segunda colocação ficou o fundo Opportunity Lógica II FIC FIA, da Opportunity; seguida do Atmos Ações FIC FIA, da Atmos Capital.

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Veja abaixo os depoimentos em primeira pessoa dos gestores à frente dos três fundos premiados da categoria, em que eles contam as estratégias e as decisões de alocação tomadas em 2020 e 2021, além da visão para o ano de 2022:

1º Pedro Cezar de Andrade, sócio e gestor da IP Capital Partners 

“No início da pandemia, 80% do portfólio era composto de empresas no exterior. Investimos em negócios com foco no digital, a exemplo de ­Google, Charter — empresa de banda larga americana —, e Netflix. A aceleração da digitalização provocada pela pandemia fortaleceu ainda mais esses negócios. Então não mudamos a nossa carteira: apenas monitoramos continuamente a fortaleza desses negócios e os preços dos papéis. Em 2021 houve uma rápida correção de preços das ações nacionais, o que nos deu a oportunidade de aumentarmos a exposição em ativos no país. Hoje, as ações brasileiras representam 30% do portfólio. Compramos ações pensando em uma janela de tempo de pelo menos cinco anos. Temos 18 papéis no fundo e nossa maior posição é em Google [12%]. Gostamos de investir em empresas de tecnologia que estão em estágio avançado de maturidade, nas quais acompanhamos a geração de caixa do negócio. Dessa forma, conseguimos avaliar se estamos pagando muito pelo papel.”

2º Dorio Ferman, sóc][io-fundador do Opportunity 

“Nossa estratégia tem 36 anos. Compramos ações de empresas sólidas para receber o fluxo projetado de dividendos descontado da taxa de juro, acreditando que esse fluxo vai crescer ao longo do tempo. Focamos o longo prazo, mas não somos passivos. Se achamos que o preço não está mais condizente com o cenário, saímos da posição. Para controlar o risco, não alavancamos. Nestes últimos dois anos, não compramos algumas empresas de e-commerce porque achamos que o preço estava quatro vezes acima do razoável, e isso nos permitiu ter rentabilidade no período. Acreditamos que diversificação é importante, mas concentração também, como forma de ter maior rentabilidade. Temos uma posição de 11% em Google. Acreditamos muito nas vantagens competitivas da empresa e no seu potencial de crescimento de longo prazo. Outro destaque é Equatorial, com 9% da carteira. O papel foi o mais rentável da bolsa na última década, com rentabilidade nominal de 30% ao ano. Somos conselheiros da empresa.”

3º Bruno Levacov, sócio-fundador da Atmos Capital 

“Investir não é um jogo de maximização ou de tentar acertar o melhor ativo, mas, antes de tudo, de construir um portfólio que possa sobreviver a cenários completamente diferentes. A crise da covid-19 pegou a Atmos mais construtiva no Brasil e com uma exposição relevante pela primeira vez, porque sempre carregamos mais caixa e ativos com duration mais curto. No começo da pandemia, tivemos um drawdown [queda do maior ponto ao menor] muito maior do que já havíamos enfrentado, mas passamos por essa prova sendo muito disciplinados e mantendo posições. Já em 2021, alguns ativos techs da América Latina da carteira já estavam bem precificados e reduzimos a exposição antes que a queda fosse significativa. Migramos um pouco para big techs, vendendo câmbio e ficando expostos em real, ganhando no carrego. E tínhamos ativos estratégicos mal precificados pelo mercado, como Hering, que catalisaram movimentos como a compra pela Soma.”  

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