De show com drive-in a home office no hotel: as inovações da reabertura

Chegou a hora da grande estreia: depois de se reinventarem por dentro, as empresas que atendem diretamente o consumidor reabrem — muito diferentes

Conheça algumas das transformações:

ENTRETENIMENTO

Show com drive-in no Allianz Parque

Como realizar um show obedecendo ao distanciamento social? O Allianz Parque, do clube de futebol Palmeiras, criou um drive-in dentro do estádio. A decisão de trocar a grama natural por sintética no começo do ano, antes da pandemia, provou-se um golaço. Em 3 horas, a estrutura é montada para receber 285 carros. O projeto começou a funcionar em 27 de junho com uma apresentação da banda Jota Quest. “Estamos experimentando o novo normal. Foi um primeiro passo e uma forma de nos aproximar das marcas, que perceberam a importância do entretenimento”, diz Márcio Flores, diretor de marketing e novos negócios do Allianz Parque.


HOSPEDAGEM

Germano Lüders

Germano Lüders (Divulgação/)

Quarto de hotel da rede Accor

O home office tem borrado as fronteiras entre trabalho e vida pessoal para muitos profissionais. A rede de hotéis Accor está propondo uma maneira de aproveitar melhor as vantagens do sistema, que muitas vezes apresenta desequilíbrios estressantes. Depois de receber pedidos de clientes, passou a oferecer em seus empreendimentos, como os das bandeiras Mercure e Ibis, quartos com estrutura aperfeiçoada para o trabalho remoto. “Ninguém aguenta mais ficar confinado. Como agora é possível trabalhar de qualquer lugar, a família pode, por exemplo, passar uma semana no Rio de Janeiro fora das férias: os pais têm um ambiente adequado para cumprir suas tarefas, fazer suas calls, e depois do fim do expediente vão passear com as crianças na praia”, diz Patrick Mendes, presidente da Accor para a América Latina.


MOBILIDADE

Ricardo Jaeger

Ricardo Jaeger (Divulgação/)

Ônibus da Marcopolo

A pandemia acertou em cheio as empresas de transporte no Brasil. As viagens rodoviárias, por exemplo, recuaram 80% no auge da quarentena. A fim de reconquistar o passageiro, a fabricante de carrocerias Marcopolo desenvolveu um sistema chamado Biosafe para reconfigurar os ônibus novos ou usados com ferramentas e estratégias que buscam evitar a propagação do novo coronavírus. A equipe da empresa vai até o cliente. Com a reforma, o ônibus fica com três fileiras de poltronas e dois corredores em vez de um, o que reduz 25% da capacidade de passageiros mas promove o distanciamento. O sanitário oferece sistema de luz ultravioleta, que promete propriedades de esterilização e autodesinfecção. Há frascos de álcool em gel, e cortinas, capas e descansos de assento são feitos de material antimicrobiano. “Depois do coronavírus, a economia do futuro será baseada no mínimo toque possível”, afirma James Bellini, presidente da Marcopolo. Quando passar a pandemia, será possível retornar à configuração original.


COMÉRCIO

Germano Lüders

Germano Lüders (/)

Morumbi Shopping

Os shopping centers estão virando cenários futuristas. Nos da rede Multiplan, como o paulistano Morumbi Shopping, ao chegar ao estacionamento, o cliente só precisa aproximar sua mão do controle da cancela para pegar o tíquete, sem contato. Para detectar estado febril em funcionários e clientes, uma câmera de última geração emite um alerta caso alguém que esteja com temperatura acima de 37,5 graus passe pela porta, de maneira que não é preciso formar fila para entrar. O grupo mantém ainda sistema de drive-thru para algumas lojas: o cliente faz o pedido online ou por telefone e retira no estacionamento do shopping, sem sair do carro. “É importante que a população continue seguindo os protocolos de segurança que os órgãos de saúde estão determinando. Dessa forma venceremos a pandemia”, afirma Vander Giordano, vice-presidente institucional da Multiplan. Para o executivo, o ambiente dos shopping centers é totalmente seguro, mas o poder público precisa continuar promovendo campanhas de orientação sobre distanciamento e higienização para que o retorno seja feito com segurança.


ALIMENTAÇÃO

Leandro Fonseca

Leandro Fonseca (Divulgação/)

Restaurante do McDonald's

Em preparação para a reabertura dos salões de seus mais de 1.000 restaurantes no Brasil, o McDonald’s adesivou o chão para lembrar do distanciamento recomendado entre clientes. Por ora, só estão recebendo o público 20% das lojas, que têm totens de autoatendimento e mesas higienizados a cada uso. Desde o fechamento, em março, 30% do cardápio foi cortado para facilitar o trabalho de funcionários, que agora usam máscara de acrílico na cozinha. O drive-thru cresceu mais de 50% na comparação ano a ano, e o delivery aumentou mais de 150%. “As vendas voltarão paulatinamente, e a tecnologia ajuda”, diz Paulo Camargo, presidente da divisão brasileira da rede.

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