De olho nas telas

Janeiro é mês de concorrentes ao Oscar nos cinemas brasileiros. Mas há mais que isso

Se havia alguma dúvida de que Renée Zellweger optou por interpretar a estrela Judy Garland de olho no Oscar de Melhor Atriz, essa se dissipou com a conquista do prêmio equivalente no Globo de Ouro na primeira semana de janeiro — historicamente, um indicativo do que acontecerá na premiação da Academia. Independentemente de estatueta, Judy — Muito Além do Arco-Íris atrai por ser a cinebiografia de uma personagem complexa e difícil da história de Hollywood. Garland foi um caso exemplar de artista precoce que cai em desgraça na vida adulta. Transformada em estrela mundial aos 17 anos com O Mágico de Oz (1939) e a canção Somewhere Over the Rainbow, claudicou nos anos seguintes, frustrando-se definitivamente ao não levar a estatueta por sua atuação em Nasce uma Estrela (1954). Afundada no consumo de barbitúricos, morreu de overdose aos 47 anos em 1969. Seu legado mais óbvio: tornar-se ícone gay e ser mãe de Liza Minnelli, outra estrela complicada. O filme é um recorte do período final de Judy, com Renée se desdobrando para acrescentar drama a uma vida já bem tumultuada.

Judy — Muito Além do Arco-írisDireção de Rupert Goold | Com Renée Zellweger | Estreia em 30/1


FILME

Guerra de outros tempos

Divulgação

O longa de guerra 1917 é outro turbinado pela premiação do Globo de Ouro. Vencedor-surpresa de Melhor Filme Dramático e Melhor Direção, transformou-se em favorito ao Oscar instantaneamente. Dirigido por Sam Mendes, de 007 — Operação Skyfall, o filme se passa nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial com seus protagonistas enfrentando dilemas pessoais, além do conflito bélico.

1917Direção de Sam Mendes | Com Dean-Charles Chapman, George MacKay | Estreia em 23/1


FILME

Dá licença de contar

Num momento de faculdades mentais questionáveis, Vinícius de Moraes rotulou São Paulo de “túmulo do samba”. A negativa dessa afirmação tinha nome e sobrenome (mesmo que fosse um pseudônimo): Adoniran Barbosa, autor de clássicos como Saudosa Maloca e Trem das Onze. O tributo audiovisual chega com esse elogiado documentário.

Adoniran: Meu Nome é João RubinatoDireção de Pedro Serrano | Com Adoniran Barbosa | Estreia em 23/1

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