Com vinhos da casa, hotéis e restaurantes estreitam laços com os clientes

Com rótulos próprios sofisticados, hotéis e restaurantes estreitam os laços com a clientela

Não deixa de ser uma espécie de rebranding, para usar um termo com o qual as equipes de marketing andam embriagadas. Envolve os chamados vinhos da casa, que na Europa são sinônimo de preços mais em conta e, muitas vezes, goles sofríveis. Por aqui, o conceito mudou. Pelo menos é o que esperam estabelecimentos sofisticados, como o Fairmont Rio, um dos que investiram em vinhos próprios que não depõem contra ele ou a rede francesa Accor, ao qual pertence.  

Na Praia de Copacabana, o hotel carioca ganhou cinco rótulos para chamar de seus. O elegante espumante foi elaborado com uvas chardonnay, pinot noir e riesling, o branco só com chardonnay e o rosé com cabernet franc. Um dos tintos é um pinot noir e o outro mescla merlot, cabernet sauvignon e cabernet franc. Todos foram encomendados à vinícola Dal Pizzol, de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, e nenhum está à venda. Destinam-se apenas a eventos e fazem as vezes de mimos para parceiros e hóspedes ilustres. 

Além de ajudar a promover o Fairmont Rio, atestam o apreço da rede pelos produtos brasileiros e servem de reconhecimento da indústria de vinhos do país — é de supor que um hotel de origem francesa não engoliria qualquer tinto só para ficar bem na foto. Só do tinto mais requintado, o que combina merlot, cabernet sauvignon e cabernet franc, foram encomendadas mais de 2.600 garrafas.

Sinônimo de uma adega impecável, o restaurante Fasano, em São Paulo, dispõe de sete vinhos próprios, também encontrados nos bares e hotéis da rede. Três dos rótulos foram lançados no final de 2016, o afamado prosecco, o pinot grigio e um dos chianti. Antes vieram o barolo, o brunello di montalcino e os dois outros chianti. São produzidos na Itália,  importados pela World Wine e vendidos para o consumidor final por valores entre 202 e 650 reais. 

Para a pizzaria Bráz, nascida em São Paulo, a Salton elabora um cabernet sauvignon (78 reais) e um espumante de uvas prosecco (98 reais). Os outros dois vinhos da Bráz (109 reais cada um) saem da vinícola italiana Mazzei, da Toscana, na Itália. O tinto leva uvas sangiovese e alicante nero; e o branco, a vermentino. O Le Petit Ici (108 reais), do Ici Bistrô, é um ótimo blend de uvas syrah e grenache produzido pelo enólogo ­Xavier Vignon na região francesa do Vale do Rhône. O do Ferra Jockey, colado à pista do hipódromo paulistano, é um merlot (180 reais) da vinícola Ferreira, na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais.  

 (Arte/Exame)


 (Publicidade/Exame)

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