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Como uma empresária virou símbolo da luta contra a miséria no sertão

Alcione Albanesi, fundadora da ONG Amigos do Bem, inovou a arrecadação de recursos e, no meio da pandemia, dobrou o número de atendimentos a famílias afetadas pela crise
 (Exame/Leandro Fonseca)
(Exame/Leandro Fonseca)
Por Maria Clara DiasPublicado em 20/10/2021 22:00 | Última atualização em 08/11/2021 14:24Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Os efeitos da crise hídrica crônica no Nordeste deixaram de ser, nos últimos meses, principal o foco da atividade da Amigos do Bem, uma ONG fundada em São Paulo com essa missão em 1993. O alvo, agora, é combater o estrago causado pela pandemia na região. No radar da ONG estão dois problemas agravados pelo isolamento: a fome e o abandono escolar entre crianças e jovens. Desde março de 2020, a Amigos do Bem já atendeu mais de 300 povoados de áreas remotas de Alagoas, Ceará e Pernambuco com medidas como a construção de cisternas para facilitar o acesso a água potável, a reforma de residências e programas de distribuição de cestas básicas a famílias carentes — 330.000 cestas de alimentos foram entregues no último ano. 

A urgência sanitária obrigou uma mudança completa no jeito de agir da Amigos do Bem. Programas de geração de renda alternativa, como a construção de galpões industriais para confecções e a produção de artesanato, que chegavam a empregar até 1.400 pes­soas antes da pandemia, perderam força em virtude da falta de demanda por esses produtos. Em vez disso, a ONG centrou esforços num plano de ação mais enxuto e dedicado a sanar a fome de 10.000 crianças sem merenda em razão do recesso escolar imposto pela necessidade de isolamento social. “Em 28 anos de sertão, nunca tinha visto tantas pessoas com medo, assustadas e com fome”, diz Alcione Albanesi, fundadora da ONG. “Famílias numerosas, de até dez pessoas, ficaram aglomeradas em casas de barro de um único cômodo.” Por seu trabalho à frente da Amigos do Bem, Alcione Albanesi foi escolhida a Empreendedora Social do Ano por MELHORES E MAIORES, numa categoria que passa neste ano a integrar o especial da EXAME. 

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Em meio à pandemia, a ONG fechou parcerias com grandes varejistas, como o Carrefour, para vender parte da produção rural de famílias do sertão, como castanhas de caju, com a marca Amigos do Bem. A iniciativa deu um fôlego no caixa justo na hora de maior demanda pelos serviços da Amigos do Bem. A ONG dobrou o número médio de atendimentos comparado ao pré-pandemia, para 75.000 por mês. 

Por trás das conquistas da Amigos do Bem está o passado empreendedor de Albanesi, fundadora da FLC, uma das principais marcas de lâmpadas do país. Em paralelo à atividade empresarial, Albanesi dedica horas livres ao trabalho de convencimento de outros empresários sobre a penúria dos moradores do sertão nordestino — e a necessidade de a iniciativa privada brasileira arregaçar as mangas para mitigar os efeitos da pobreza. 

Junto com Albanesi, fazem parte do conselho da ONG nomes de peso do PIB brasileiro, como Jorge Faiçal, CEO do Grupo Pão de Açúcar; Elie Horn, fundador da construtora Cyrela; e Luiza Trajano, presidente do conselho da varejista Magazine Luiza. “A pandemia trouxe um despertar da solidariedade no país. Espero que o bem nunca mais adormeça. Só assim teremos um país menos desigual”, diz.  

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(Publicidade/Exame)

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