A Faria Lima na bolsa: fila de IPO tem mais de 50 empresas

O Brasil pode chegar a mais de mil empresas abertas nos próximos anos. O impacto da revolução vai depender de mudanças estruturais

Wine, Méliuz, Enjoei, Mitre, Quero-Quero, Priner. Uma crescente leva de empresas brasileiras está vivendo sua melhor e mais ambiciosa fase em plena pandemia. A covid-19 jogou a economia na recessão e afastou qualquer possibilidade de equilíbrio fiscal num futuro próximo. A agenda de reformas deu lugar a debates sobre a continuidade do auxílio emergencial e, agora, foi tragada também pelas eleições municipais.

Neste cenário turbulento, a recuperação do Ibovespa estancou de agosto para cá e o real segue como uma das moedas que mais perderam valor no mundo em 2020. Ainda assim, no meio do furacão, uma revolução se desenha na bolsa.

Quinze empresas já abriram o capital neste ano e há mais 50 na fila. É esse conjunto de companhias citadas no início deste texto o foco de nossa report agem de capa. Empresas de histórias e perfis para lá de variados, algumas lucrativas, outras nem perto disso, enxergam neste atribulado 2020 uma oportunidade ímpar.

É hora de aproveitar os juros baixos no Brasil e no mundo para ir à bolsa e captar recursos para crescer.

A recuperação da economia, para elas, está virando a esquina e terá no mercado privado um protagonista. A soma do valor de mercado de todas as 337 empresas listadas no Brasil dá apenas 5% do PIB, uma mostra de como ainda há espaço para crescer.

Os Estados Unidos, por exemplo, têm 6.000 empresas listadas. O Brasil, nas contas mais otimistas, pode chegar a 1.000 nos próximos anos. É uma revolução, que mexe inclusive com os gigantes da bolsa, que passam a ter cada vez mais competição pela atenção e pelo bolso dos investidores institucionais e dos mais de 3 milhões de brasileiros que já investem em ações.

Nossa reportagem trata das várias frentes dessa transformação. Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e sócio fundador da Gávea Investimentos, afirma que a combinação de juros baixos, câmbio alto e bolsa alta deveria fazer o Brasil viver um boom de investimentos. Mas, para ele, falta confiança num projeto de país, o que afasta os investidores estrangeiros.

A evolução do ambiente institucional brasileiro é fundamental para que o bom momento na bolsa não seja uma onda passageira. Segundo Fraga, os empresários e investidores entenderam que o mercado não é um ambiente de soma zero e que o capital privado naturalmente terá uma importância crescente nas discussões de rumo do país, abraçando pautas como desigualdade e sustentabilidade.

A onda de IPOs é uma ótima notícia para as empresas, para os investidores e para o país. O impacto dessa revolução vai depender de mudanças que não se encerram na Faria Lima.  


 (Publicidade/Exame)

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