Qual é a relação entre as montanhas-russas e os investimentos

Antes de começar a investir (e mesmo depois disso) há alguns conceitos essenciais que devem ser aprendidos; confira dois deles

Se você estiver resolvendo uma prova de lógica ou de probabilidade e houver uma questão perguntando o que é mais provável ter em uma montanha-russa em um parque de diversões: maioria de pessoas com até 30 anos ou maioria de pessoas com mais de 65 anos? Qual será a sua resposta? Muito provavelmente a primeira opção, certo?

Ao ler esse exemplo você pode não estar entendendo nada, afinal você procurou por um conteúdo que fale sobre investimentos e finanças e não sobre montanha-russa. Mas a situação hipotética serve para explicar dois dos conceitos mais importantes do mundo das finanças: risco e retorno. Tenho certeza que você conhece bem as palavras, mas talvez não entenda como elas estão ligadas aos investimentos. A resposta é: de todos os jeitos possíveis.

Risco é algo que ninguém gosta de correr, não é? Você prefere estar em segurança a se arriscar em situações perigosas. Isso é basicamente um instinto animal, manter-se seguro. Mas a má notícia é que não dá para entrar no mundo dos investimentos sem correr riscos.

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Se te perguntarem qual é o investimento mais seguro que você conhece, há altas chances de a sua resposta ser a poupança. Ela realmente é considerada de baixo risco. Mas se você der uma pesquisada rápida no Google sobre a poupança, vai descobrir (se você já não sabe), que em 1990, 80% dos investimentos em cadernetas de poupança foram confiscados pelo governo.

As pessoas acordaram um dia e o dinheiro que elas guardavam há meses ou anos, simplesmente havia sumido. Esse exemplo serve para te explicar que todo investimento tem seus riscos, uns mais e outros menos.

E se de um lado está o conceito de risco quando falamos em investimentos, do outro há o retorno, que é o quanto o seu dinheiro vai render na aplicação que você escolheu colocá-lo. Esses dois conceitos normalmente são inversamente proporcionais. Quanto maior o risco de um investimento, maior a rentabilidade dele. Então, quanto menor o risco, menor o retorno.

A regra geral dos investimentos é basicamente essa. Agora com um exemplo prático: você pode ganhar um bom dinheiro ao investir em ações, mas você também pode perder dinheiro caso os papéis das empresas desvalorizem. Por outro lado, se você investir em um título do Tesouro Direto, você vai receber menos do que provavelmente receberia com ações, mas também tem uma garantia maior de que não vai perder dinheiro.

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E qual é o certo então? Não tem! Essa resposta depende de outra coisa muito importante no universo dos investimentos: o perfil de investidor. Existem pessoas que não estão nenhum pouco dispostas a perder dinheiro com investimentos, então elas escolhem aplicar os valores poupados em ativos mais seguros, de menor risco. Isso significa que elas vão ter um retorno mais modesto também. Esse é o investidor considerado conservador.

Já outras pessoas, escolhem aplicar parte do seu dinheiro em renda fixa e parte em renda variável. Elas arriscam um pouco com a intenção de conseguir um ganho maior, mas também procuram deixar uma parte em aplicações mais seguras. Esse é o considerado investidor moderado. E, por último, há os investidores chamados arrojados. Esses são aqueles que arriscam mais colocar seu dinheiro em aplicações menos seguras em função da rentabilidade que eles podem ter.

E uma curiosidade é que essa relação de risco e retorno também está ligada com a idade dos investidores, como foi exemplificado no início do texto com o exemplo da montanha-russa. É importante que fique claro que isso não é uma regra, mas geralmente pessoas mais novas são mais propícias ao risco e pessoas mais velhas procuram mais segurança. De novo, isso não é uma regra, é só uma tendência.

O importante é ter em mente a relação entre o risco de um investimento e o retorno que ele pode trazer e também lembrar que é preciso descobrir o perfil de investidor antes de começar a investir.

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