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Tecnologia

Dell Technologies World 2026 destaca infraestrutura como peça-chave na nova fase da IA

Principal evento global da companhia mostrou que agora o desafio para as empresas é transformar projetos em operações escaláveis

Por Exame Brand Solutions

Publicado em 05/06/2026, às 13:00.

Última atualização em 07/07/2026, às 16:23.

Apresentado por Dell Technologies

Depois de um ciclo marcado pela popularização dos modelos generativos e pela corrida experimental dentro das empresas, a inteligência artificial passa por uma fase de transição decisiva no mercado corporativo. É nesse contexto que o Dell Technologies World 2026 reuniu executivos globais, parceiros e clientes da Dell Technologies não para falar sobre o potencial da IA, mas sobre a necessidade de construir uma base capaz de sustentar essa tecnologia como parte efetiva da operação dos negócios.

A edição deste ano do evento, realizada em Las Vegas (EUA), entre 18 e 21 de maio, abriu com anúncios voltados a acelerar a adoção de inteligência artificial nas empresas, da infraestrutura on-premises aos data centers de larga escala. Em destaque esteve a ampliação da parceria com a NVIDIA, enquanto a agenda também trouxe novidades focadas na modernização dos data centers, com ênfase em eficiência operacional e preparação da infraestrutura de processamento computacional e de armazenamento de dados para a expansão da IA.

Para Michael Dell, as empresas que estão “vencendo a corrida da IA” são aquelas que já entenderam o quanto a tecnologia estará, cada vez mais, vinculada a ambientes reais (indo muito além de chatbots e copilotos, por exemplo) e, por isso, estão investindo em uma infraestrutura mais completa e integrada, capaz de sustentar a era da IA.

“A Dell está construindo uma infraestrutura que transforma insights isolados em inteligência e ação”, disse o fundador e CEO da companhia. Ao lado de Jensen Huang, CEO da NVIDIA, Michael Dell reforçou o quanto o investimento correto em infraestrutura consegue suportar soluções que ajudam as empresas a tirar projetos do estágio de protótipo e levá-los à produção real. Em vez de adaptar sistemas existentes, as empresas precisam redesenhar seus ambientes para suportar workloads intensivos, distribuídos e altamente dependentes de dados.

Na prática, esse movimento já tem gerado impacto direto nos negócios. Um dos exemplos apresentados no evento foi o da farmacêutica Eli Lilly, que vem escalando o uso de IA em pesquisa e manufatura para acelerar a descoberta de medicamentos e otimizar operações. A iniciativa mostra como uma infraestrutura preparada para IA tem deixado de ser apenas uma aposta tecnológica para se tornar uma alavanca concreta de inovação e competitividade.

Para alavancar ainda mais essas ofertas para os clientes corporativos, a Dell AI Factory with NVIDIA (fábrica de IA da Dell) foi expandida. A plataforma, lançada em 2024, reúne infraestrutura, softwares, armazenamento e capacidade computacional para ajudar empresas a desenvolver, implementar e escalar aplicações de inteligência artificial de forma integrada. Com a atualização, a plataforma passa a acelerar o tempo de geração de valor nas empresas em até 84%.

Outra solução apresentada pela companhia, o Dell Deskside Agentic AI, permite a implementação de IA agêntica localmente em workstations de alto desempenho. Essa abordagem busca solucionar desafios relacionados à soberania de dados e à latência, oferecendo uma alternativa aos modelos exclusivamente baseados em nuvem.

“Agora todos os dados estão ganhando vida e, como empresa líder no setor, temos as soluções de infraestrutura para fazer tudo isso acontecer”, reforçou Dell. “Cada inovação que anunciamos nesta edição do evento foi construída em torno de uma ideia: a de que a IA deve ser local, segura e escalável”, concluiu.

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Uma transformação completa

A programação do Dell Technologies World mistura painéis, apresentações de produtos, exposições e ativações da Dell e de parceiros, além de muitas conversas e networking. Em todos esses ambientes, ficou evidente que a próxima etapa da IA depende menos de novos modelos de linguagem e mais da capacidade das empresas de sustentar operações intensivas em dados, com previsibilidade de custo e governança.

Jeff Clarke, COO da Dell, destacou como a IA agêntica coloca a tecnologia em outro patamar. “A IA passou de conselheira para operadora. Ela executa tarefas, gerencia atividades e consegue resolver processos em escala”, explicou. Para o executivo, as empresas que querem acertar no uso da IA devem seguir cinco pontos essenciais: construir uma base de dados preparada para IA, ter uma infraestrutura distribuída, adotar sistemas autônomos seguros, ser uma empresa com tecnologias, plataformas e serviços integrados e investir em uma estratégia de economia de tokens.

Para essa construção integrada, a companhia apresentou soluções como o Dell PowerStore Elite, nova geração da plataforma de armazenamento corporativo da companhia, projetada para ampliar desempenho, eficiência e modernização contínua dos data centers. A expansão da nova geração de servidores Dell PowerEdge, com foco em workloads intensivos de IA e computação de alto desempenho, também entra na estratégia, além de novas soluções de resiliência, como o Dell PowerProtect One e o Dell Cyber Detect, voltadas à proteção e recuperação de dados em ambientes cada vez mais complexos.

O DTW 2026 também mostrou que, embora muitos projetos-piloto continuem avançando com relativa facilidade, eles encontram dificuldades quando precisam lidar com dados, integração com sistemas e exigências de segurança. É nesse ponto que muitas iniciativas perdem tração. Afinal, sem uma base de dados confiável e uma infraestrutura adequada, a escala não é possível, e a IA permanece restrita a experimentos isolados.

Para Diego Puerta, presidente da Dell Technologies no Brasil, as empresas precisam entender que a IA é um motor para uma transformação mais profunda, que vai de ponta a ponta nos negócios. “Isso significa uma ampla revisão de processos. Não apenas sob o viés de como otimizar processos, mas de como transformá-los de fato. É sobre uma transformação também em toda a cultura da companhia, além de investimentos em tecnologia pensados para o que realmente gera valor na empresa”, explica o executivo.

Puerta também ressaltou que, no Brasil, esse avanço já começa a ganhar escala. Segundo ele, a Dell tem reforçado investimentos locais, com parte da produção de soluções de IA no país e uma atuação próxima de clientes e parceiros para acelerar a adoção da tecnologia. “Embora ainda em estágio inicial, a demanda tem avançado em setores altamente demandantes de tecnologia e dados, como, por exemplo, serviços financeiros, refletindo um movimento mais amplo de empresas brasileiras que começam a incorporar IA como parte da estratégia de negócio”, destacou.

Essa transformação também reposiciona o data center no centro da estratégia corporativa. Armazenamento, processamento e redes deixam de ser componentes isolados e passam a funcionar como base integrada para aplicações de IA, analytics e operações digitais. Trata-se de uma mudança estrutural na qual a infraestrutura passa a ser vista como elemento determinante para competitividade e crescimento.

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Dados na era da IA agêntica

Se há um consenso entre executivos e parceiros, ele passa pela importância dos dados. Muitas organizações ainda enfrentam dificuldades para estruturar, governar e acessar suas informações. Em ambientes fragmentados, com múltiplas fontes e formatos, preparar dados para IA se torna um processo lento e custoso.

Isso altera a ordem das prioridades. Antes de avançar em aplicações sofisticadas, as empresas precisam resolver problemas estruturais como integração, qualidade e governança.

“Os dados, hoje, precisam estar disponíveis, atualizados e mantidos dentro do fluxo de entrada, manutenção e saída que alimente a IA. Só assim ela pode realmente entregar o valor que se espera dela dentro das companhias”, avalia Luis Gonçalves, presidente da Dell Technologies na América Latina.

Essa organização fica ainda mais importante quando pensamos na era dos agentes autônomos, que apontam para uma evolução em relação à automação tradicional. Em vez de apenas seguir regras predefinidas, esses sistemas operam com maior grau de decisão, o que amplia seu potencial, mas também eleva o nível de exigência sobre a infraestrutura e os dados.

“Precisamos pensar na segurança dos dados desde o início do processo. Porque os agentes de IA vão, muitas vezes, trabalhar fazendo uma coisa que o usuário pediu. Mas, outras vezes, eles vão trabalhar de forma autônoma. Então é realmente importante repensarmos a infraestrutura como um todo para a era da IA agêntica”, explica Ana Oliveira, diretora-sênior do Centro de Inovação de IA da Dell Technologies.

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Ninguém escala sozinho

Em conversa com a EXAME, Diego Puerta também destacou a importância de um ecossistema de parcerias que ajuda a lidar com a complexidade da IA, uma vez que a competitividade não depende apenas de tecnologias próprias, mas da capacidade de orquestrar diferentes soluções e parceiros.

Para empresas usuárias, essa abordagem reduz riscos e acelera a implementação. Para fornecedores, amplia o alcance e a relevância de suas plataformas.

“Ninguém inova sozinho. Escolher os parceiros que estarão nessa jornada com você é tão importante quanto conseguir escalar a tecnologia”, diz Puerta.

A importância de parcerias estratégicas é um dos assuntos abordados no primeiro episódio da série especial de videocasts gravados pela EXAME, em parceria com a Dell, durante o DTW 2026. Ao lado de Rodrigo Andrade, gerente-sênior de Infraestrutura e Telecom da Globo, Puerta fala sobre como infraestrutura moderna e gestão de dados se tornaram pilares centrais para sustentar a transformação digital no setor de mídia.

A conversa reforça que a infraestrutura deixou de ser apenas suporte operacional e passou a ocupar um papel estratégico para viabilizar inovação, monetização e competitividade. Nas últimas décadas, o setor de mídia passou a demandar ambientes capazes de processar grandes volumes de dados com previsibilidade, segurança e baixa latência, especialmente em momentos críticos, como transmissões ao vivo de grande audiência. Nesse cenário, tecnologias ligadas à modernização de data centers, automação, armazenamento inteligente e arquiteturas híbridas ganham relevância para garantir resiliência e eficiência operacional.

A conversa completa você confere abaixo:

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