Quem é Zé Trovão, líder foragido dos caminhoneiros em greve

Com pedido de prisão decretado pelo STF, ganhou fama ao publicar conteúdos contra magistrados e convocar paralisação da categoria no 7 de setembro

Foragido da Justiça, o paulista Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, vem ganhando notoriedade ao convocar os caminhoneiros a promover mobilizações pelo país, em atos de protesto contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e de apoio ao governo. “Estou sendo perseguido politicamente, com mandado de prisão e com risco de nunca mais ver minha família”, disse em vídeo postado no Facebook. “Queremos que o senhor, presidente, faça um vídeo pedindo para nós abrirmos as pistas [das estradas]. Sem isso, eu não vou fazer”, acrescentou.

Zé Trovão

Zé Trovão (YouTube/Reprodução)

O caminhoneiro foi acusado de organizar manifestações violentas no feriado de 7 de setembro e teve a prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 3. Ele não foi localizado e segue foragido. Zé Trovão também externou publicamente ameaças à Corte e costuma defender a volta da ditadura em postagens nas mídias sociais.

Com milhares de seguidores em canais no YouTube e em outras mídias sociais, Zé Trovão se tornou uma figura popular entre os caminhoneiros, com mensagens em torno de críticas ao STF e pedidos por uma intervenção militar.

Até a decretação de sua prisão, Zé Trovão tinha residência fixa em Joinville, em Santa Catarina — agora, seu paradeiro é desconhecido. O caminhoneiro já havia morado no Paraná e Minas Gerais.

Em agosto, ele começou a aumentar o tom das postagens sobre as manifestações do 7 de setembro e o STF. "Vamos lutar contra os desmandos da Justiça brasileira", disse em um dos vídeos. "A Justiça começa pela limpeza dos 11 ministros do STF", declarou em outra postagem.

O advogado do caminhoneiro, Levi de Andrade, informou que entrou com um pedido de habeas corpus no STF. Andrade também afirmou que Zé Trovão não deverá se entregar às autoridades. "Ele está em um lugar seguro. Muda de lugar a cada 6 horas e de carro também. Ele sabe que a qualquer momento pode ser preso, mas está preparado psicologicamente", disse Andrade em entrevista ao portal UOL.

 

 

 

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