Anne Hathaway, Meryl Streep e Emily Blunt para 'O Diabo Veste Prada 2': sequência teve orçamento estimado em US$ 100 milhões
Repórter
Publicado em 9 de maio de 2026 às 15h04.
Duas décadas depois do primeiro filme, O Diabo Veste Prada 2 voltou aos cinemas transformando nostalgia em uma operação milionária para Hollywood. A sequência já ultrapassou US$ 300 milhões em bilheteria global e garantiu salários de US$ 12,5 milhões para cada uma de suas três protagonistas: Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt.
Segundo a revista Variety, os contratos foram fechados em um modelo conhecido em Hollywood como favored nations, mecanismo que garante condições equivalentes entre artistas principais.
Na prática, apesar de Meryl Streep ser considerada a peça central da franquia, Hathaway e Blunt receberam exatamente o mesmo valor para retornar aos papéis de Andrea Sachs e Emily Charlton.
O acordo também inclui bônus atrelados ao desempenho comercial do longa. De acordo com a publicação, cada atriz poderá ultrapassar US$ 20 milhões em ganhos totais caso o filme mantenha o ritmo de arrecadação nas próximas semanas.
A estratégia mostra como os grandes estúdios voltaram a apostar em franquias conhecidas em um momento em que Hollywood enfrenta dificuldades para lançar novas propriedades intelectuais com alcance global.
Lançado originalmente em 2006, o primeiro O Diabo Veste Prada custou cerca de US$ 35 milhões e arrecadou US$ 326 milhões mundialmente.
Já a sequência teve orçamento estimado em US$ 100 milhões, com parte significativa do valor direcionada ao elenco principal.
Segundo David Frankel, diretor dos dois filmes, o investimento maior refletiu justamente o peso comercial das atrizes e o valor cultural que a franquia acumulou ao longo de 20 anos.
O desempenho da continuação também reforça uma mudança recente da indústria: o retorno da bilheteria como peça importante na remuneração de estrelas de cinema.
Além dos cachês fixos, os contratos incluem participação nos resultados comerciais, prática que perdeu espaço durante o avanço dos serviços de streaming.
No caso de Meryl Streep, a aposta foi especialmente lucrativa. Segundo a Variety, a atriz aceitou um valor menor do que poderia exigir no mercado para reprisar Miranda Priestly, mas garantiu participação nos bônus de bilheteria — que já começaram a ser pagos após a forte estreia global do filme.