Nova Zelândia vai proibir venda de cigarros para as gerações futuras

Os jovens de hoje nunca poderão comprar cigarros legalmente, explicou o governo
Atualmente, Nova Zelândia proíbe a venda de cigarro a menores de 18 anos (Thinkstock/iStock)
Atualmente, Nova Zelândia proíbe a venda de cigarro a menores de 18 anos (Thinkstock/iStock)
Por Da redação, com agênciasPublicado em 09/12/2021 08:20 | Última atualização em 09/12/2021 08:21Tempo de Leitura: 2 min de leitura

A Nova Zelândia quer aumentar progressivamente a idade mínima para a compra de tabaco em um novo plano para reduzir esse vício, o que significara que os jovens de hoje nunca poderão comprar cigarros legalmente, explicou o governo.

Qualquer pessoa nascida depois de 2008 não poderá comprar cigarros ou produtos derivados do tabaco em sua vida, de acordo com uma lei que deve ser promulgada no próximo ano.

Atualmente, Nova Zelândia proíbe a venda de cigarro a menores de 18 anos. Com a nova lei, a partir de 2027 a medida será aumentada em um ano a cada ano, o que impedirá que a geração que neste momento chega aos 18 anos nunca poderá comprar cigarro de maneira legal, disse a ministra adjunta da Saúde, Ayesha Verrall.

"Queremos garantir que as pessoas nunca comecem a fumar... À medida que envelhecem, elas e as gerações futuras nunca poderão adquirir cigarro legalmente, porque a verdade é que não existe uma idade segura para começar a fumar, argumenta.

Verrall destacou que o governo também deve legislar para restringir os locais de venda de cigarro e permitir apenas produtos com baixo teor de nicotina no mercado para reduzir as probabilidades de vício das pessoas.

A Nova Zelândia quer reduzir sua taxa nacional de fumantes para 5% até 2025, com o objetivo de eventualmente eliminá-la por completo.

No momento, 13% dos adultos da Nova Zelândia fumam, com uma taxa muito mais alta entre a população indígena Maori, onde chega a quase um terço. Os Maori também sofrem uma taxa maior de doenças e mortes.

O ministério da saúde da Nova Zelândia afirma que fumar causa um em cada quatro cânceres e continua sendo a principal causa de morte evitável para sua população de cinco milhões. O setor é alvo de legisladores há mais de uma década.