Pop

Justiça rejeita processo de Harry contra 'fofocas' de jornal, que buscará 'resposta milionária'

Harry, Elton John e outros seis autores tiveram as alegações rejeitadas após um julgamento que durou 11 semanas

Príncipe Harry: Decisão encerra uma das principais batalhas judiciais do duque de Sussex contra a imprensa britânica e pode resultar em uma conta milionária de custas (Max Mumby/Getty Images)

Príncipe Harry: Decisão encerra uma das principais batalhas judiciais do duque de Sussex contra a imprensa britânica e pode resultar em uma conta milionária de custas (Max Mumby/Getty Images)

Publicado em 7 de julho de 2026 às 23h59.

Uma das mais emblemáticas disputas entre o príncipe Harry e a imprensa britânica chegou ao fim com uma derrota para o duque de Sussex. A Justiça do Reino Unido rejeitou todas as acusações apresentadas contra a editora do Daily Mail, encerrando um processo que mobilizou celebridades, chamou atenção internacional e representava o último grande capítulo da ofensiva judicial de Harry contra os tabloides britânicos.

Tribunal rejeita todas as alegações

O julgamento foi conduzido pelo Tribunal Superior de Londres e envolveu sete autores, entre eles o príncipe Harry, Elton John, David Furnish, Elizabeth Hurley, Sadie Frost, Doreen Lawrence e o ex-deputado Simon Hughes. O grupo acusava a Associated Newspapers, responsável pelo Daily Mail e pelo Mail on Sunday, de recorrer a métodos ilegais para obter informações entre as décadas de 1990 e 2010.

Na decisão, o juiz Matthew Nicklin concluiu que os autores não conseguiram demonstrar que as reportagens contestadas foram produzidas com informações obtidas de forma ilícita. Segundo o magistrado, havia caminhos legítimos que poderiam explicar a origem das informações publicadas, e as evidências apresentadas não sustentavam as acusações.

Caso envolvia acusações de espionagem e invasão de privacidade

Os autores afirmavam que a editora utilizou práticas como grampos telefônicos, contratação de investigadores particulares, acesso ilegal a registros privados e outras formas de obtenção clandestina de informações pessoais.

A Associated Newspapers sempre negou as acusações e sustentou que suas reportagens foram produzidas por meios legais. Após o veredicto, a empresa classificou a decisão como uma vitória para o jornalismo e para a liberdade de imprensa, afirmando que todas as 97 alegações apresentadas no processo foram rejeitadas pelo tribunal.

Revés em uma campanha de anos contra os tabloides

A ação fazia parte da longa cruzada judicial de Harry contra veículos da imprensa britânica. Nos últimos anos, o duque de Sussex obteve vitórias e acordos em processos contra outros grupos de comunicação, consolidando sua campanha contra práticas que considera abusivas na cobertura da família real.

Harry prestou depoimento durante o julgamento realizado no início deste ano e afirmou que a Associated Newspapers contribuiu para transformar a vida de Meghan Markle em "um inferno".

Desta vez, porém, a decisão representa um importante revés. O julgamento durou 11 semanas e resultou em uma sentença de centenas de páginas que analisou cada uma das alegações feitas pelos autores. Após a decisão, o príncipe divulgou um comunicado no qual criticou o veredicto e afirmou que o resultado representa uma "manobra para encobrir os fatos". 

Leia um trecho do comunicado:

"Viemos ao tribunal em busca de justiça e responsabilização. Mas não recebemos nenhuma das duas. Esta sentença representa uma completa inversão da posição adotada por juízes anteriores em relação às ações judiciais por escutas telefônicas ilegais movidas com sucesso contra o News Group Newspapers e o Mirror Group Newspapers (que eram representados, na época, pelo juiz que proferiu esta decisão).

Conclusões genéricas sobre diversos investigadores particulares, que foram considerados pelos tribunais nessas ações paralelas como tendo realizado atividades ilegais simultaneamente em relação a histórias semelhantes e indivíduos notórios, foram totalmente ignoradas.

O fato de este tribunal ter optado por rejeitá-las representa uma inconsistência difícil de entender ou conciliar com o bom senso, ou com as próprias provas apresentadas no tribunal. Trata-se de uma completa e óbvia tentativa de encobrir os fatos, mas, infelizmente, não totalmente inesperada.

(...)

Enquanto os demandantes apresentaram provas, os jornalistas do Mail simplesmente negaram tudo, e o Tribunal optou por acreditar neles acriticamente, mesmo diante de inconsistências, contradições e mentiras flagrantes que eram óbvias para observadores neutros no Tribunal, quando comparadas aos documentos."

Custas podem chegar a dezenas de milhões de libras

Além da derrota no mérito, Harry e os demais autores agora enfrentam uma nova etapa do processo. A Associated Newspapers informou que buscará recuperar os custos da ação, e uma audiência específica foi marcada para discutir as despesas judiciais.

Segundo a People, o valor total das custas pode ultrapassar 50 milhões de libras, embora o tribunal ainda precise definir qual parcela caberá aos autores.

Em comunicado, a Associated Newspapers declarou:

"A Associated Newspapers saúda a sentença de hoje, que representa uma vitória esmagadora para o Daily Mail e seus jornalistas, e para a liberdade de imprensa em geral. (...) A Associated Newspapers agradece ao Juiz Nicklin pela paciência e sabedoria demonstradas ao longo desta ação judicial equivocada, que desperdiçou tanto tempo valioso do tribunal e mais de 50 milhões de libras em custos legais".

Acompanhe tudo sobre:Reino UnidoCelebridadesFamília real britânica

Mais de Pop

De 'Jurassic Park' a 'Peaky Blinders': relembre os principais papéis do ator Sam Neill

Morre Sam Neill, ator de 'Jurassic Park', aos 78 anos; relembre sua trajetória

Taylor Swift amplia domínio na indústria com cinco indicações ao Emmy por especial ‘The Eras Tour’

Da Netflix às redes: séries que dominam as conversas em julho e impulsionam a disputa pelo público