George Clooney: chamas levaram centenas de moradores a deixar a região, incluindo a família Clooney, que vive na França desde 2021 (Alberto E. Rodriguez/Getty Images)
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Publicado em 30 de julho de 2026 às 19h12.
Os incêndios florestais que atingem o sul da França chegaram à região onde George Clooney e a esposa, Amal Clooney, vivem com os filhos e obrigaram a família a deixar a propriedade. O ator afirmou que ainda não sabe se a casa resistirá ao avanço das chamas.
O casal evacuou a mansão localizada em Brignoles, na região da Provença, depois que um incêndio se aproximou da área. As autoridades retiraram centenas de moradores por medida de segurança enquanto equipes de emergência trabalhavam para conter o fogo.
Após deixar a propriedade, George Clooney enviou uma carta ao prefeito de Brignoles, Didier Brémond. Na mensagem, o ator demonstrou preocupação com o impacto dos incêndios sobre a cidade e seus moradores.
“Em primeiro lugar, esperamos que você e os moradores da nossa cidade estejam seguros e, em segundo lugar, que Amal e eu estamos determinados a garantir que, aconteça o que acontecer com a nossa vila, continuemos a fazer parte desta comunidade e a contribuir para a sua reconstrução. Adoramos Brignoles e os amigos que temos lá.”
George e Amal Clooney compraram a propriedade em 2021 e transformaram o local na principal residência da família. Eles vivem na região com os filhos gêmeos, Alexander e Ella, em busca de uma rotina mais reservada, distante da exposição constante de Hollywood.
Em entrevistas à revista Esquire no início de 2026, o ator contou que passou a valorizar a vida no interior francês e o ambiente oferecido para a criação dos filhos.
“Eu estava preocupado em criar nossos filhos em Los Angeles, na cultura de Hollywood”, disse ele. “Eu sentia que eles nunca teriam uma chance justa na vida. Na França, eles meio que não ligam para a fama. Eu não quero que eles fiquem andando por aí preocupados com paparazzi. Não quero que eles sejam comparados aos filhos famosos de outras pessoas.”
Incêndios florestais de grandes proporções atingem diversos países da Europa, entre eles França, Inglaterra, Espanha e Grécia. Na Grécia, três bombeiros morreram durante o combate às chamas. Na Espanha, cerca de 63 mil pessoas deixaram suas casas, segundo a CNN. Já na França, aproximadamente 224 mil moradores foram retirados da região de Gironde. Parte da população conseguiu retornar às residências nesta semana, mas vários focos de incêndio seguem ativos.
Diante da gravidade da situação, o presidente francês, Emmanuel Macron, classificou a crise como a pior já enfrentada pelo país em décadas. "Precisamos entender que estamos enfrentando um incêndio florestal sem precedentes. A situação que enfrentamos hoje é a mais grave que já registramos, a mais difícil desde a Segunda Guerra Mundial. Mais de 160 mil hectares já foram queimados e a temporada está longe de terminar", afirmou.