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Guto Graça Mello, produtor musical criador da trilha do 'Fantástico', morre aos 78 anos

Produtor estava internado havia mais de um mês no Hospital Barra D'Or, no Rio de Janeiro, após sofrer uma queda

Guto Graça Mello: produtor musical criador da trilha do Fantástico (Redes Sociais/Reprodução)

Guto Graça Mello: produtor musical criador da trilha do Fantástico (Redes Sociais/Reprodução)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 5 de maio de 2026 às 15h37.

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O produtor musical Guto Graça Mello morreu nesta terça-feira, 5, aos 78 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela família. Ao longo da carreira, ele participou da produção de centenas de discos e esteve ligado a projetos de artistas como Rita Lee, Roberto Carlos, Maria Bethânia e Xuxa. Também foi responsável pela criação da trilha do programa "Fantástico", da TV Globo.

Mello estava internado havia mais de um mês no Hospital Barra D'Or, no Rio de Janeiro, após sofrer uma queda. Ele teve uma parada cardiorrespiratória, segundo informações divulgadas pelos familiares.

Guto Graça Mello deixa a esposa, Sylvia Massari, duas filhas e dois enteados.

Décadas na música e entrada na TV

Com cerca de 50 anos de atuação no setor musical, acumulou passagens pela gravadora Som Livre, onde desenvolveu parte relevante de sua produção. Ao longo da trajetória, produziu mais de 500 álbuns e atuou na consolidação de trilhas sonoras de novelas da TV Globo, como "Paraíso" e "Pecado Tropical". Entre as décadas de 1970 e 1980, exerceu a função de diretor musical da emissora, período em que desenvolveu a abertura do Fantástico.

No segmento televisivo, também participou da curadoria musical de programas infantis como "Pirlimpimpim" e "Plunct, Plact, Zuuum", selecionando repertórios e organizando trilhas.

A carreira como compositor teve início em 1967, com as músicas "Manifesto", interpretada por Elis Regina, e "Cabra Macho", gravada por Nara Leão. No início da década de 1970, estudou na Universidade de Berkeley, na Califórnia, retornando ao Brasil a convite de Walter Clark, então diretor-geral da TV Globo.

Atuação fora das telas e últimos projetos

Em 1989, deixou a TV Globo e a Som Livre, passando a atuar em projetos fora da televisão. Nesse período, dedicou-se à produção de discos, jingles publicitários e trilhas para teatro.

Entre os trabalhos estão os espetáculos "Se Eu Fosse Você", em 2014, e "Chatô e os Diários Associados - 100 anos de Paixão", apresentado no ano passado.

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