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Games, animações e personagens ganham novos mercados após setor cultural chinês crescer quase 50%

Com o avanço expressivo do setor cultural para além de 20 trilhões de iuanes, governo chinês aposta em inovação e expansão internacional de jogos, animações e personagens

CHINA: Setor criativo registra crescimento recorde e intensifica estratégia de exportação global de entretenimento digital (Westend61/Getty Images)

CHINA: Setor criativo registra crescimento recorde e intensifica estratégia de exportação global de entretenimento digital (Westend61/Getty Images)

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Agência

Publicado em 25 de setembro de 2026 às 15h21.

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A indústria cultural da China superou RMB 20 trilhões em receita em 2025, alta de 49,6% em relação a 2020. Os ativos das empresas do setor chegaram a RMB 37,4 trilhões no mesmo período, crescimento de 36,5%, segundo dados apresentados pelo Ministério da Cultura e do Turismo nesta quinta-feira (24).

O setor também aumentou sua participação na economia chinesa. Em 2024, o valor agregado das atividades culturais representou mais de 4,6% do PIB do país. Para os próximos cinco anos, a China pretende concentrar a expansão em quatro frentes: inovação, consumo, integração com outros setores e presença internacional.

Na área de inovação, o plano prevê apoio à produção de conteúdo original em segmentos como artes cênicas, animação, design e artesanato, além de formatos ligados à tecnologia, entre eles animação digital, arte digital e apresentações imersivas. Produtos inspirados na cultura tradicional chinesa e o licenciamento de personagens e marcas também estão entre as prioridades.

Outra frente será o consumo. A proposta inclui novas experiências culturais e turísticas, atividades noturnas e iniciativas ligadas a ingressos e lançamentos, além de melhorias em serviços como reservas e transporte para públicos como idosos e crianças.

A integração entre cultura, turismo, esportes e comércio também deverá receber atenção. Antigas fábricas e bairros tradicionais estão entre os espaços que poderão receber novas atividades, seguindo exemplos já adotados em Pequim, Xangai e Chengdu. O planejamento prevê ainda a criação, em duas etapas, de cerca de 100 zonas e unidades nacionais de demonstração ligadas às indústrias cultural e turística.

No mercado internacional, personagens e produtos chineses como Nezha, Wukong, Labubu e Wakuku são citados pelo Ministério da Cultura e do Turismo como exemplos de produtos que ganharam público fora do país. Literatura online, séries para internet e jogos digitais também estão entre os segmentos que o governo pretende apoiar na expansão internacional.

A estratégia inclui ainda animações, espetáculos, brinquedos, produtos criativos, artesanato e equipamentos ligados ao entretenimento. Segundo o ministério, a intenção é criar plataformas de comércio e serviços que facilitem a entrada dessas empresas e produtos em outros mercados.

Fonte: China news

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